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Para quê esquecer quando se pode simplesmente viver?

"The Eternal sunshine of the spotless mind" diz-nos simplesmente: boas ou más as memórias são tuas e boas ou más vais ter de aprender a lidar com elas porque se não o fizeres cairás sempre nos mesmos erros_ como a bela Kirsten Dunst, que se apaixona várias vezes pelo mesmo homem_ e perderás aquilo que bem ou mal construiste: a tua vida. E mais: acabe mal ou bem o que importa é viver, porque_ ao contrário do que postula o velho Ricardo Reis_ não vale a pena pouparmos a memória da dor da perda e do sofrimento renunciando aos sentimentos e à emoção. Quando, no último segmento do filme, Joel e Clementine ouvem as agressões verbais mútuas e percebem, afinal, qual o fim da sua história de amor, pensam em desistir, em não tentar, porque julgam saber qual será o seu final. Mas para que importa isso?_ perguntam Gondry e Kaufman_ do que vale pouparmo-nos ao sofrimento da perda, se da nossa vida e da nossa memória não guardarmos nada? Se não formos felizes ao mesmo durante um curto e longo segundo? Se evitarmos a dor evitando o amor? Por isso, as últimas palavras do filme são, do meu ponto de vista, geniais: ambos sabem que tiveram uma relação que acabou mal mas nenhum deles se nega a tentar, numa espécie de convite: "ok", vamos construir de novo algo de que nos possamos lembrar, vamos preencher-nos outra vez, vamos tentar a felicidade que é a única razão pela qual se merece estar vivo.
Muito profundo e singularmente bonito. Original? Sempre. É Kaufman, caramba!

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