Sobre Menezes e a Partidocracia
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Devemos preocupar-nos? Claro que sim. O que se passa com o PSD é, sem dúvida, o que se passa (e que se passará) com todos os partidos políticos. Os realmente bons não vêem interesse em apostar na política porque conseguem mais sucesso numa carreira académica, diplomática, empresarial, etc. Assim, sobram os que necessitam dela: os Marques Mendes, os Jorges Coelhos, etc.
Como combater a tendência? A meu ver, a solução não passa por aumentar exponencialmente o salário dos governantes (de acordo com o Mestre, isto tornaria os lugares mais competitivos, o que, consequentemente, excluiria os medíocres). Passa, por exemplo, por devolver ética e causas aos partidos. Passa por fiscalizá-los; passa por pôr termo à vida de marajás que alguns governantes (ex: administradores e gestores de empresas públicas) levam, com pensões exorbitantes que conseguiram sabe Deus como. Como é que alguém pode acreditar num sistema destes?
Se as pessoas sentirem que o seu papel, a sua contribuição para um partido será decisiva, ou que poderá alterar realmente alguma coisa, serão as primeiras a contribuir. Idealmente, até poderão senti-lo como um dever cívico. Isto tem o seu quê de óbvio... e urgente.