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sexta-feira, março 25, 2005

Sócrates

É estranho que seja eu a primeira pessoa a elogiar aqui o novo Primeiro-Ministro, mas, na verdade, ele merece-o.Com efeito, Sócrates tem tido, quanto a mim, um excelente "início de época", fazendo tudo (ou quase tudo) como deve ser.Digo mais, Sócrates ameaça tornar-se o oposto do seu amado tutor, Guterres, que era acusado de se simpático mas ineficaz; Sócrates, ao invés, tem-se revelado como antipático mas eficaz.E é esta eficácia que motiva este meu elogio.De facto, "José Pinto de Sousa" fez quase tudo bem, elaborando o governo no máximo sigilo e com bons nomes, sem cair no erro santanista de tentar seduzir a comunicação social, com o objectivo de a controlar, feitiço que, como se viu, se virou contra o feiticeiro. Para além disso, nomeou para o seu governo muitos independentes, não caindo no engano que seria preencher os lugares governamentais com a frota socialista-guterrista, já com provas dadas.Durante os primeiros tempos de governação, o novo 1º Ministro tem dado provas de trabalho e organização, enunciando já medidas importantes (como a referente a comercialização de fármacos em centros comerciais) e dotando todas as acções do governo da máxima eficácia.Mas, como "não há bela sem senão", Sócrates arriscou na nomeação de Freitas do Amaral para a pasta dos Negócios Estrangeiros, a única para a qual alguém com as posições deste não poderia ser nomeado. Não se trata de falta de qualidades de Feitas para ser ministro, mas antes, na minha opinião, do facto da ainda esperança deste em vir a ser Presidente da República, o que poderá condicionar a sua acção neste cargo.

Lembro-me agora de ouvir, há uns meses, jornalistas definirem Sócrates como “pouco carismático”. Concluo agora que os políticos menos carismáticos, como Cavaco e (aparentemente) Sócrates, se revelam os melhores Primeiros-Ministros e os políticos mais carismáticos, como Guterres e Santana, acabam por se revelar os piores e mais ineficazes chefes de governo.
Assim, quanto ao actual Primeiro-ministro, desejo que mantenha o início auspicioso do seu governo, cumprindo o programa de governo, o qual é um pouco vago, com seriedade e governando ao centro, como, está provado, é a solução.

quinta-feira, março 24, 2005

"Não quero que ele morra"

Ontem à tarde fui ver o mais recente filme de Aménabar_ Mar adentro_ e fiquei fascinada com a profundidade da personagem principal, Ramon Sampedro_ interpretada por Javier Bardem_ e com a alegria com que captivava os que estavam à sua volta e a nós mesmos espectadores. E, por isso, sensivelmente a meio do filme, disse para mim "não quero que ele morra"; e só depois percebi o significado do que realmente dissera. Todos pensávamos o mesmo: Ramon fazia um bem imenso a muita gente, a família tinha-lhe grande afeição, sabia ser sedutor mesmo de pés e mãos paralizadas. Sentiamos que havia entre o mundo e ele uma grande relação de cumplicidade e, principalmente, de necessidade. A família e os amigos precisavam de Ramon. Nós, público, gostávamos de o continuar a ver, a transbordar intensamente do ecrã. Talvez por isso só um pouco depois compreendi o significado da frase por ele proferida: "Aquele que me ajudar a morrer será aquele que me amar verdadeiramente". Paradoxo? Não vejo assim: os outros necessitavam de Ramón, mas esta era uma necessidade egoísta da qual eles não queriam prescindir porque talvez amassem mais o que ele lhes dava do que o próprio Ramón enquanto ser humano e ser digno. Assim, só quem o amasse realmente seria capaz de prescindir da necessidade imensa que tinha dele para cumprir o seu primeiro e último desejo: a morte.
Gostei deste aspecto algo dúbio do filme assim como de muitos outros. Mas ele fez-me pensar no que representa o quanto gostamos das pessoas e se as amamos ao ponto de prescindir delas por elas mesmas. Se somos generosos a esse ponto. Com elas e por elas.

segunda-feira, março 21, 2005

"Angels & Demons" de Dan Brown

Tive a felicidade de me chegar às mãos o livro que precede “O Código Da Vinci”, “Anjos e Demónios” (li a edição inglesa), e tenho a dizer que estou surpreendido pela forma como Dan Brown ( que a meu ver ainda não se conseguiu definir ou como historiador, ou como escritor de policiais, ou mesmo como ambos ) consegue fazer eleição de um novo Papa e do tema “ciência e religião” uma história que absorve o leitor.
Surpreende-me um pouco que este livro não tenha feito o mesmo sucesso que o seu sucessor; pela simples razão que é este ter o mesmo esqueleto que o outro. A fórmula é a mesma. Se no primeiro (ou neste caso, segundo) tínhamos uma figura importante que aparece morta – neste repete-se. Se neste temos Robert Langdon (suspeito que seja o alter-ego do autor) como a peça motora de toda a história, neste repete-se; se no “hambúrguer literário” tínhamos uma sedutora ajudante do professor de Harvard...neste temos Vittoria Vetra, filha do inventor da mais brilhante explicação para a criação do mundo – a anti-matéria, uma substância que detém um potencial de destruição incrível. É graças a esta que, e focado ao longo de todo o livro, a seita secreta dos Illuminati (um grupo de cientistas que se dava por extinto há mais de 400 anos) irá ameaçar com a destruição total da Cidade do Vaticano. Claro que como bom policial (porque apesar do que os “anti-literatura de massas” possam dizer, o livro é, de facto, um bom policial), a história irá dar voltas de 180º, e terá surpresas inesperadas.
Parece-me ainda importante realçar o binómio “ciência/religião”, que originará, por parte do autor, diversas reflexões, que me parecem bastante consistentes. Dan Brown consegue abster-se das suas convicções (religiosas ou não religiosas), e reflectir de forma coerente sobre a religião, usando a pele das personagens que cria, num “monólogo em debate”, para formular as perguntas e dar as respostas. Quanto à distinção entre realidade e ficção, apenas tenho a dizer que aquilo que dá como factos é bastante credível – e como ainda não consta da lista de livros proibida pelo Vaticano, ou como também não tem uns milhares de páginas no google que o desmentem, ainda possibilita que leigos como eu acreditem em muita coisa.

Eu li o livro. Recomendo que o leiam.

sábado, março 19, 2005


Hoje é dia do pai e este texto é dedicado ao meu pai e também àqueles cujos pais não estão hoje com eles (quer se entenda por pai, o progenitor ou o educador) Porque, apesar de já sermos crescidinhos e, como tal, não precisarmos tanto dos nossos pais no dia-a-dia prático, eles fazem-nos muita falta a nível afectivo…

Não estás tão presente na minha vida como ambos gostaríamos, mas não é por isso que deixo de te amar e deixas de ser especial para mim... podes não ser uma constante na minha vida mas fazes questão de ser parte dela. Amas-me como filha e como pessoa e por muitos erros que cometas, por muita estupidez que assumas, és meu PAI!
Tenho raivas contra ti, berro, sofro contigo, mas quando não estás presente num dia simbólico como este, choro, sinto a tua falta, porque, por muito mal que me faças sentir às vezes (sem intenção), eu amo-te. Quer me agrade ou não, tenho uma parte de ti e em mim há uma história da qual tu fazes parte.
Por vezes tens o dom de me irritar, e outras vezes parece que sou eu a mãe e tu o filho, mas adoro-te assim. Não estou hoje contigo e esta ausência só me faz valorizar ainda mais os dias em que te tenho comigo.
Feliz Dia do Pai. Posted by Hello

sexta-feira, março 18, 2005

Se és finalista e te queres divertir, agarra no garrafão...bebe ate cair...

a mesa de cafe: Março 2005

Daqui a uma semana vamos para Pas de La Casa, numa viagem de finalistas que rompe com o conceito do “entrar bêbado e sair ressacado” que se tem mantido em praticamente todas as viagens ditas “de finalistas” do secundário. Este ano o José Falcão escolheu, em votação, eleger a neve como alternativa à praia paradisíaca que os responsáveis da agência “Total Fun Trip” tentaram pintar, com muita manha e muitas imagens. Aliás, a apresentação do programa desta foi surreal: dois jovens muito jovens, distanciados não pela idade mas pela concepção de divertimento, que resolveram debitar durante 30mn um paleio de televendas, mas em que o produto que publicitavam era ainda mais inacreditável.
Começaram por se apresentar e fazer a apologia do Fernando Alvim, como se este fosse, digamos, o ícone de uma geração, o modelo de “jovem” a seguir…Como se a sua presença fosse, por si só, uma razão mais que valida para irmos todos que nem um rebanho. Todas estas baboseiras foram acompanhadas por um vídeo projectado na parede esburacada e gasta do anfiteatro da escola, em que mostravam no Curto-Circuito imagens de uma discoteca a abarrotar de gente. Esperaram com isto que a nossa reacção fosse, certamente, a de ficarmos boquiabertos e em êxtase, coisa que infelizmente não aconteceu.
Em seguida, decidiram mostrar o hotel. Um hotel de quatro estrelas, aparentemente bom, mas, pasme-se: nunca tinha aceite jovens, era a primeira vez, “e especialmente para nós”. Possuía 7 piscinas, e sabe-se lá mais o quê. Está-se mesmo a ver que nesta altura do ano estariam todas à nossa espera. Se uma interior estivesse aberta já nos deveríamos dar por muito satisfeitos.
Prosseguiram com a introdução de um novo “conceito”: a do “Brasil especialmente trazido até nós” (em Lloret, vejam bem). Ilustram com grandes passeios de barco, com um céu azul e com uma água cristalina, e, claro, com muitos jovens sorridentes, muitos bikinis e fatos-de-banho, muitos mergulhos. A sensação que me dá, é que se mergulhasse no Mediterrâneo nesta altura do ano, a hipotermia seria uma certeza.
Mostraram ainda (e esta foi das minhas preferidas) a pérola de toda a viagem: o “Sunset Barbecue” – que era antecedido por uma travessia de Catamaran até à ilha deserta, onde o tal buffet estaria à nossa espera, bem como massagens, e o mergulho para um colchão encharcado em água. Muitas palmeiras, muitos cocos, muitas meninas de ar sorridente de bikini. Havia ainda extras que iam desde o “jantar à luz das velas, com a namorada, numa praia deserta”, ou “O Torneio de Counter-strike” (o meu sonho é ir enfiar-me numa viagem de finalistas para a passar em frente ao computador – se isto fosse o que queria, ficava em Coimbra).
Para rematarem todo este cenário idílico, acabaram em beleza com outro passeio de barco (desta vez de madrugada) até outra praia deserta, onde estariam à nossa espera as “barmaids” e os “barmens” das discotecas, em bikini e em calções-de-banho, claro, e com muitas bebidas.
Ilustraram com a imagem de uns actores porno, sorridentes para a câmara, atrás de um bar com umas bebidas de cor esquisita.
Escusado será dizer que imediatamente imaginei as “barmaids” loiras e esbeltas como um grupo de obesas mórbidas de cabelo preto encaracolado, a correrem atrás de mim pela praia.
É por isso que fico feliz em ver que ando numa escola de gente lúcida e minimamente inteligente, que ao mesmo tempo prefere a moderação e uma actividade como o ski ao exagero da outra viagem de finalistas, que caiu no exagero, e na mão de oportunistas.
Fico feliz por sermos “a única escola de Coimbra que não vem com a nossa agência” (palavras dos próprios), e ao mesmo tempo que não nos incluímos nos 13.000 jovens que vêem nestas viagens uma boa forma de fugirem, sei lá, ao controlo dos pais, ou que simplesmente gostam de passar por esponjas e fazer figuras tristes.

domingo, março 13, 2005

Flowfest 2005 + Páscoa @ Dona Maria

Não é a primeira vez que falo sobre este assunto aqui no blog. Mas como gosto de acompanhar a evolução das coisas, quero elogiar a prestação de um grupo de hip-hop (arrisco-me a dizer que é o melhor que temos aqui por Coimbra), na chamada “MFM FLOWFEST 2005”. Fomos assistir à actuação dos Sickscore, que devo dizer que são absolutamente fenomenais, pelas rimas bem construídas, pelo à vontade que têm em palco, pela interacção que têm com o público, pelo DJ de hip-hop que realmente mostra que sabe o que está a fazer (e que trabalhou para o fazer assim), enfim, mostrando que já passaram a barreira da “diversão numa garagem qualquer”. Não vejo muita diferença entre a sua prestação e a de uns palonços como os Da Weasel (refiro-me, claro, ao à vontade e à presença ao vivo), nem a dos ditos “reis do hip-hop” portugueses, como, por exemplo, Sam the kid, ou outros que começam a emergir em revistas e no “falecido” Sol Música.
Assim, na segunda parte do espectáculo, o grupo optou pelo chamado Freestyle, logo a seguir à apresentação da “Mixtape”, e em que rimam na hora, sem papel ou escritos nas mãos (certamente se lembram da que foi lá à escola e que lia na mão que estava a improvisar). Estiveram todos muito bem, excluindo dois ou três fora desta que, ambicionando dar o mesmo espectáculo, o viram ir por agua abaixo ao fazerem rimas que eram qualquer coisa como “debaixo da cama”, e outras do mesmo género: fáceis, ocas, inócuas, que mostravam que no hip-hop, tal como em tudo, é mesmo assim: ou se tem jeito; ou não se tem jeito – se se tem jeito, dá-se um bom espectáculo; se não, antes pelo contrário, mostra-se que mais valia continuarem a cantar no banho. Mas pode-se dizer que foi dinheiro bem gasto.
O mesmo já não posso dizer da festa playboy do Dona Maria (fiquei sem perceber se era da Páscoa, ou da marca, pelos coelhos de cartão e pelas coelhas em cima das mesas do bar). Gabo o som, gabo a organização, mas não posso deixar de dizer que, já que não podem servir álcool nas festas, a solução da garrafa já misturada deixa muito a desejar, porque sinceramente se me serviram um Whisky Cola, não reparei, porque a meu ver parecia Coca-Cola com umas gotas de Whisky. Achei vergonhoso, mas enfim. De resto até estiveram bastante bem. Quanto às 500 pessoas que apregoavam ter, deixem-me, e muito honestamente, rir. Rir bem alto. Não sabem certamente o que são 500 pessoas, e também não repararam que a certa altura o núcleo que foi do JF era o único que ainda dançava à frente do palco. Quero desde já elogiar também a Daniela e a Vanessa, que provaram uma vez mais que sabem cantar (é curioso ver pessoas do nosso grupo com vocações artísticas) e a Inês Ochoa, que uma vez mais parece que deu também um bom espectáculo de Jazz no S. Francisco.
Para concluir, apenas quero dizer que é bom ver que ainda há iniciativas que mexem a cidade. As Docas estão absolutamente fenomenais. Os concertos, a noite em si, são óptimas para relaxar das mais diversas preocupações que o stress da vida escolar nos determina, e para conhecer, está claro, pessoas novas, principalmente do sexo feminino :) - coisa que infelizmente acontece raramente...

quinta-feira, março 10, 2005


Vivam os tempos modernos! Agora Coimbra vai ter metro d superfície, e que metro! Vai “passar” pelo património histórico da cidade. Sim senhor! Vão começar amanhã a ser demolidos 15 edifícios na zona mais antiga da cidade. Podemos ler no PUBLICO.PT que:”Em alguns desses edifícios, utilizados ao longo de séculos para habitação e comércio, entre o estacionamento subterrâneo do Bota-Abaixo e a rua Direita, a Metro Mondego tem há já várias semanas placas afixadas com a frase "O metro passa aqui".”
Mas que tipo de brincadeira é esta? Posted by Hello

Acabaram os testes!

a mesa de cafe

É verdade meus amigos! Acabaram os testes. É impossível não se estarem a sentir como eu. Qualquer estudante que se preze, e que esteja nesta situação, está a pensar o mesmo. Num descanso merecido, porque afinal o é mesmo. Só de pensar que agora só vou ter que me preocupar com resumos/fotocopias/noitadas a estudar daqui a um mês, dá-me vontade de gritar a toda a gente que passe por mim o quão feliz me sinto. Eu sei que isto não vos interessa minimamente, mas a mim também não me interessa que vocês não se interessem. Apenas escrevi isto para não me apanharem na Praça da República a gritar a plenos pulmões que não vou ter de estudar mais. Porque a vontade que sinto é de acordar de manhã, abrir a janela, e berrar: “Acabaram os testes!”; cantar no banho músicas cujas letras se baseiam somente no verbo “acabar” e no substantivo “testes”; na mota, berrar o caminho todo “Acabaram os Testes! Estou livre!”; chegar ao pé da contínua das informações, das fotocópias, mandar-lhes os papéis pelo ar e gritar-lhes nos ouvidos: “Acabei os testes!”. Entrar na sala 12 com Castanheira Neves e meia hora de atraso e segredar-lhe ao ouvido: “Acabei os Testes! Estou-me a cagar para o teu Álvaro de Campos e para a porra da tua “Mensagem” ”. Ir à rádio da escola e dizer: “Estudem, bois, que eu já acabei os testes!”; chegar ao pé do meu D.T. e dizer-lhe, enquanto tiro um maço de justificações de faltas: “’Nesto, acabei os testes!”; esmurrar a porta da sala do David Coimbra e gritar-lhe com um megafone: “Meu asco, acabei os testes, estou de FÉRIAS!”; sair disparado para a Zizânia, abrir a porta com um pontapé e mandar as cadeiras e as mesas pelo ar, enquanto me ponho em cima do balcão em êxtase: “Hoje vou fumar o meu cigarro até ao fim, por isso ESPERA, Conceição; só vou olhar para as tuas “Tendências Gerais da Filosofia na 2ª metade do séc. XIX” daqui a TRÊS, sim, TRÊS semanas. E quando ela me disser baixinho “Ora essa, António”, eu digo-lhe “Estou livre, ‘Ceição! Desiste!”. “Mas Antero…” e eu respondo: “Antero já eu ouvi nas homilias de português. Quero lá saber que também seja filósofo…
E quando parar num semáforo, vou sair da mota e deixá-la estacionada em frente aos carros todos, para que todos buzinem e eu lhes salte à frente enquanto lhes deixo papeis A4 a dizer: buzina o que quiseres; eu só tiro a mota quando me apetecer: ACABEI OS TESTES!
E hoje vou empanturrar-me numa tasca qualquer e beber até cair, para a noite abrir os lençóis, ter a sensação que estou a andar de helicóptero, refastelar-me bem quentinho e pensar: “Que bom, acabei os testes!”.

quarta-feira, março 09, 2005


O polémico julgamento de três mulheres por práticas abortivas vai continuar em Setúbal.... Pois é... Que raio de justiça é a nossa? Se as querem julgar (o que EU acho errado) que julguem também os homens! Um embrião não é só fruto de um óvulo... Posted by Hello

domingo, março 06, 2005

Que porra quer dizer "não se justifica"?

Interrogada, na última edição do Expresso, sobre o que achava do casamento entre homosexuais, a Dra. Maria José Nogueira Pinto respondeu desta forma: "Não concordo, porque acho que não se justifica". Pessoalmente, acho que se trata de uma das mais interessantes e originais respostas sobre o assunto. Já ouvimos muita coisa: desde o "eles deviam é morrer" ao "deixem-se de mariquices", mas agora o "não se justifica" é uma invenção. Se interpretarmos a frase da deputada do PP percebemos que considera que, gostando duas pessoas do mesmo sexo uma da outra, não há necessidade de se casarem. Mas, por outro lado, duvidamos que pense o mesmo para pessoas de sexo diverso. Então, podemos dizer que, para a Dra. Zezinha, o indivíduo, enquanto heterosexual, tem justificação para se casar; enquanto homo, já não, ou seja, dito de outro modo, a cumplicidade existente entre duas pessoas só deve dar lugar a casamento (porque todos temos direito de nos querermos casar, mesmo não sendo isso o mais importante numa relação a dois) se elas pertencerem a famílias sexuais distintas. Caso contrário, não se justifica...

sexta-feira, março 04, 2005


Após a formação do governo do PS, não podia deixar de notar a presença de Diogo Freitas do Amaral na pasta do Estado e dos Negócios Estrangeiros. Irónico, no mínimo, dado o seu passado político longínquo (fundador do CDS), mas, a meu ver, justificado dado o passado recente e todo o seu currículo (Professor Catedrático da Universidade Nova de Lisboa; ex-Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas; ex-Vice-Primeiro-Ministro e Ministro dos Negócios Estrangeiros; ex-Vice-Primeiro-Ministro e Ministro da Defesa Nacional). Parabéns PS, pelo governo e pelas escolhas.
 Posted by Hello

À espera de um milagre


Ai meu Deus! O Texto de Nova York!
Pois é Francisca, a gente não se esquece...!Posted by Hello

Doces ilusões... Posted by Hello

quinta-feira, março 03, 2005

"A democracia é o pior regime...depois de todos os outros."

a mesa de cafe

http://www.midiasemmascara.org/artigo.php?sid=2959

http://www.moun.com/Articles/sep2003/9-25-9.htm

Paralelo X: a linha que divide a América

Quando me contaram que a pena de morte para menores de 18 anos tinha sido definitivamente abolida nos EUA, a minha única interrogação foi: "mas então isso ainda existia?". Igual a este pasmo interrogativo poderíamos descobrir muitos mais no que toca aos vários sistemas jurídicos vigentes nos EUA. E o que ainda é mais difícil de entender é que no Supremo Tribunal de Justiça americano, que deveria estar composto por indivíduos qualificados, moderados, racionais e com noção dos mínimos indispensáveis de um sistema democrático, estão , ao invés, Homens iguais a Bush, que é exactamente o mesmo que dizer Homens burros, tacanhos, estúpidos, imbecis, puritanos, fanáticos e iletrados. Mas olhando para a votação, também se percebe que não são todos assim. Esta é a América de hoje: dividida em duas partes, uma que se alastra, outra que se retrai. Logo a seguir às últimas eleições americanas, li um artigo que tentava explicar a vitória de Bush e o falhanço ideológico de Kerry. Segundo este analista, o problema da esquerda nos EUA, do Partido Democrata portanto, é que virou demasiadamente à esquerda, defendendo princípios e valores que não correspondem à população de esquerda americana. Ou seja, nas passadas eleições votaram em Kerry a elite intelectual de esquerda dos grandes centros urbanos do litoral e aqueles a quem era totalmente insuportável a ideia de ver durante mais cinco anos a figura de cavalo texano de Bush. Faltou uma outra parte, uma parte de centro e centro-esquerda, liberal q.b, isto é, uma espécie de conservadorismo liberal que não suporta Bush, mas que suporta ainda menos a pura esquerda, a inteligência do país.

quarta-feira, março 02, 2005

Desculpem, mas....Este é o século XXI?

Padre recusa dar comunhão aos católicos que usam métodos contraceptivos
02.03.2005 - 16h13 Lusa

Um padre católico português anunciou hoje a sua recusa em dar a comunhão aos católicos que usam métodos contraceptivos, que recorrem à reprodução assistida ou que aceitam a actual lei em vigor sobre o aborto.
O padre Nuno Serras Pereira invoca o cânone 915 do Código de Direito Canónico para, "na impossibilidade de contactar pessoalmente as pessoas envolvidas", lhes dar conhecimento público de que "está impedido de dar a sagrada comunhão eucarística a todos aqueles católicos que manifestamente têm perseverado em advogar, contribuir para, ou promover a morte de seres humanos inocentes".Nesta categoria incluem-se, de acordo com o padre Nuno Serras Pereira, todos os que usam "diversas pílulas, DIU [dispositivo intrauterino] e pílula do dia seguinte" e os que recorrem a "técnicas de fecundação extra-corpórea, selecção embrionária, criopreservação, experimentação em embriões" e outros métodos de reprodução medicamente assistida.Votar ou participar em campanhas a favor da legalização do aborto, aceitar ou concordar com a actual lei em vigor e defender a eutanásia também são motivos que impedem o padre de dar a comunhão.O cânone 915 diz que "não são admitidos à sagrada comunhão os excomungados e os interditos, depois da aplicação ou declaração da pena, e outros que obstinadamente perseverem em pecado grave manifesto", explicou à Lusa o professor Saturino Costa Gomes, director do Instituto Superior de Direito Canónico.Ou seja, "os sacerdotes podem recusar a comunhão" a todos os católicos relativamente aos quais têm conhecimento de que cometeram ou cometem um pecado grave, segundo o que está estabelecido nos preceitos da Igreja Católica.O Patriarcado não quis prestar declarações sobre o assunto.
in Publico.pt

Post Scriptum "Wake up United States of America" e "Legalize...or not...o problema passa mesmo por aí"

a mesa de cafe

Quase que por bruxedo veio um artigo na revista do Expresso, a "Única", sobre, precisamente, drogas nos E.U.A. Fico feliz por ver que até o Expresso (já dizia o outro), se inspira n'"A mesa de café" para escrever crónicas, mais concretamente Rui Henriques Coimbra, que nos traz o que de mais in (e dantes out) há no país de Bush.
Com efeito, fala sobre uma variante do acto de dar riscos. Pois não é que estes puritanos e simpáticos jovens americanos decidiram que não havia nada melhor do que drogas legais, preferindo assim inalar Xanax, Valium, e tudo o que tiverem à mão, para assim ficarem igualmente high, mas legal e puritanamente? Afinal, qual é o problema de tomar os comprimidos que o avô e a avó tomam? E para quê correr riscos desnecessários se uma caixa chega para a semana inteira? E pasme-se, para os que por acaso não têm pais deprimidos ou avós com arritmia, há já disponível para tráfico. Um Oxy-Contin pode chegar mesmo aos 20 dólares.
Isto permite-me concluir duas coisas: ou são genuinamente estúpidos ou são burros genuinos. Porque não acredito que façam isto de consciência tranquila, mas enfim. Sempre se podem refugiar na desculpa de que "aumenta a concentração" e de que "é legal". É por isso que, como já disse, o problema está mesmo longe de passar por um decreto.
No meu (ou até no nosso) provincianismo, pergunto-me se não era muito melhor fumarem o seu cigarrinho, beberem os seus copos descansados, e livrarem-se destes refúgios reveladores de um psiquismo preocupante, e ao mesmo tempo de uma clara falta de sensatez, para já não dizer lucidez.
A América aos americanos...!


Obrigado Ilha do Dia Antes por fornecerem o link! Posted by Hello

terça-feira, março 01, 2005

Wake up, United States of America!!!- PART II

"Cinco votos a favor e quatro contra
Estados Unidos abolem pena de morte para menores de 18 anos 01.03.2005 - 15h58

O Supremo Tribunal dos Estados Unidos decidiu hoje abolir a pena de morte para menores de 18 anos, com cinco votos a favor e quatro contra. A mais alta instância judiciária do país confirmou uma decisão anterior do Tribunal Federal do Missuri que não autorizou a execução de criminosos menores.
A decisão do estado do Missouri declarava que a condenação à pena capital de pessoas com menos de 18 anos de idade era contrária à 8ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que proíbe qualquer "punição cruel".O Supremo Tribunal dos Estados Unidos já tinha proibido, em 1988, a execução de jovens com menos de 16 anos de idade, mas alguns estados norte-americanos continuavam a executar pessoas que tinham cometido crimes antes de fazerem 18 anos."

in Publico.pt

Como é possível esta abolição com tão poucos votos favoráveis?
Como é que ainda existe a restante pena de morte?
Como é que só se aboliu isto em 2005?
Que mundo é este?

A Mesa de Café

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a mesa de café Blogger