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quarta-feira, novembro 30, 2005

Porque...

Seria de uma ingratidão extrema não o fazer, aqui ficam assinalados os 70 anos da morte de Fernando Pessoa.
Fernando Pessoa não foi só um dos maiores pensadores do séc. XX. Foi alguém que soube entender o sentimento português seu contemporâneo e que o soube escrever com uma mestria igualável por poucos outros.
Os seus heterónimos são de uma genialidade imensa; o meu favorito é Álvaro de Campos; gostei bastante de estudar a sua poesia, e, não sei porquê, este poema sempre me marcou:


(...)
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
(...)


Um blog não chegava para reunir todos os poemas ou excertos de FP de que gosto...Um eterno agradecimento pela obra que nos deixou...

terça-feira, novembro 29, 2005

Porque nem tudo corre mal no ensino superior público português...

Chamo à atenção para a iniciativa brilhante que é a e-U, programa que permite a todos os estudantes do ensino superior público adquirirem computadores portáteis mais baratos, ou através de créditos com prestações muito flexíveis e taxas de juro mais baixas que outras instituições de crédito.
A e-U funciona graças a dezenas de parcerias com bancos, fabricantes de hardware, universidades, etc.
A única coisa que posso fazer é dar os parabéns a esta iniciativa; a internet wireless funciona incrivelmente bem, em qualquer ponto do “Campus” Universitário; pelo menos no Pólo I...
Quem tiver um portátil (ou quem quiser um) já sabe... Esta iniciativa destina-se a estudantes e a professores; mais de 50 instituições já aderiram a ela...

A Iniciativa e-U, ou Campus Virtual é uma iniciativa governamental, criada e dinamizada pela UMIC– Agência para a Sociedade do Conhecimento, tutelada pelo Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensiono Superior. Esta iniciativa é desenvolvida tendo por base uma convergência de esforços entre diversos tipos de entidades: Instituições Financeiras, Fabricantes de Hardware, Fabricantes de Software e Operadores de Telecomunicações e outros parceiros que entenderam ligar-se a este objectivo nacional

in Site e-U (http://www.e-u.pt - não me apeteceu fazer o link :D)

Um suponhamos

Manuel Alegre afirmou, recentemente, que “se um candidato desiste a favor de outro, é batota, é falsear o sufrágio popular”. Não sei porquê, mas cheira-me que se a hipotética desistência de Jerónimo de Sousa fosse a favor dele, o discurso subsequente seria, no mínimo, uma antítese deste.
É esta a “candidatura da cidadania” de Manuel Alegre, “livre, justa e fraterna”...

segunda-feira, novembro 28, 2005

Your options are limited only by your fears

Preto ou Branco? Esquerda ou Direita? Mac ou Windows? Disney ou Warner Brothers? Mc Donald’s ou Burguer King? Coca-cola ou Pepsi? Carro ou Mota? Praia ou Campo? Beijo ou Abraço? Mar ou rio? Hitler ou Estaline? Harry Potter ou Senhor dos Anéis? DVD ou VHS? Discman ou Leitor de Mp3? Clip ou Agrafo? Verão ou Inverno? Cão ou Gato? Lápis ou Lapiseira? Guitarra Acústica ou Eléctrica? Jazz ou Blues? Vodafone ou TMN? Copo ou Caneca? Vinho ou Cerveja? Whisky ou Vodka? Bar ou Discoteca? Cigarro ou Charuto? Poker ou Sueca? Nova York ou Paris? Cuba ou Jamaica? Barco ou Avião? SMS ou Telefonema? Sapatos ou Sapatilhas? T-shirt ou Camisa? Ler ou Escrever? Destro ou Canhoto? Futebol ou Rugby? Desenhar ou Fotografar? Rir ou Chorar? Muitos e Razoáveis ou Poucos e Bons? Dar ou Receber? Abrir ou Fechar? Seduzir ou Ser Seduzido? Inglês ou Francês? Carne ou Peixe...?

E vocês, de quantas opções são feitos?

Retrospectiva

Ao consultar o dossier on-line do “Público” sobre o OE 2006, deparei-me com o seguinte título, de Outubro: “CDS-PP diz que este orçamento de Estado traz muitas más notícias aos portugueses”.
Mas, de seguida, lembrei-me que Pires de Lima e restante cambada não deve estar propriamente incomodada; afinal, temos o Cavaco, o salvador, que dois dias depois de ser eleito já nos vai dar outra vez automóveis a pronto, mobílias de sala de jantar e férias nas Caraíbas...

E uma televisão para ver o Glorioso, se não for pedir muito...

Nós e a nossa mania das pressas...

"Queda da ponte de Entre-os-Rios vai a julgamento"

in Público

Harry Potter e o Cálice de Fogo

Pensei seriamente em guardar este texto para amanhã, pela simples razão que é a de dever estar a dormir há pelo menos 4 horas. Mas, como gosto de escrever posts sobre cinema com aquela sensação “filme-acabado-de-ver”, deixo aqui esta nota ao novo “Harry Potter e o Cálice de Fogo”.

(Quem quer ver o filme sem saber da opinião de outras pessoas pare de ler aqui)

Devo dizer que à partida foi-me difícil imaginar uma adaptação diferente daquelas a que estava habituado. Não melhor nem pior, diferente. Este género de filme tem um público-alvo definido, de que tenta escapar como “o diabo da cruz”; umas vezes consegue, ao passo que outras...Mas estou plenamente convencido que conseguiu suceder nesta tarefa. Desculpem, admiradores de filmes de culto; desculpem todos aqueles que tapam os olhos e aceleram o passo em frente aos cartazes dos horrorosos blockbusters americanos, mas...Este Harry Potter está fenomenal. E com isto não quero dizer que esteja fenomenal dentro dos “Harry Potters”; quero mesmo dizer que está brilhante. Que é um bom filme, que em nada fica atrás do “Senhor dos Anéis” vencedor de 8 (ou o que diabo foi...) Óscares. Não me apetece procurar o realizador deste último filme, mas posso deixar aqui os meus honestos parabéns – e não, não estou a gozar.
Alfonso Cuarón (não quero mesmo saber se está bem escrito) jogou na última adaptação com a luz; com a hibridez que o permanente contraste claro/ escuro (this sounds a lot like comentários de Português A...) permitiu; O ritmo esmorecido, os diálogos longos...fizeram o cunho que marcou este terceiro filme. Aqui, esta tendência foi literalmente deixada para trás; esta nova película assume-se como um filme de acção, sem qualquer tipo de complexo por o ser. Mas diga-se que não é acção “Top Gun”; é acção para a qual as personagens contribuem, é acção feita por elas, não por carros que explodem (com excepção para os feitiços e afins, e para o efeito que as multidões simuladas na “Taça do Mundo de Quiditich” ou no “Torneio dos 3 Feiticeiros” provoca).

Claro que a própria história contribui bastante para este efeito. Mas o filme consegue escapar bastante ao fio do livro que, se bem me lembro, inclui partes que foram eliminadas no filme, como o clássico natal de Hogwarts; o espectador encontra no filme um bombardeamento de acontecimentos; o leitor encontra no livro uma acção que se desenrola desapressadamente. É, basicamente, esta a diferença entre estes dois mundos.

Na minha opinião, parece-me que a história em filme decorre com uma certa ordem – vamos assistindo ao adensamento da acção, sentimos uma certa sequência no espírito que vai marcando cada filme; no primeiro temos a introdução, nos segundo e terceiro temos um breve desvendar da acção, no quarto começamos a mergulhar (a propósito, a parte filmada debaixo de água está muito bem concebida) na acção, da qual só sairemos com a conclusão que está, certamente, guardada para um sétimo (ou suspeito que um oitavo) livro/ filme. É por isso que acho que, tal como penso ter acontecido no DVD completo dos 3 “Senhor dos Anéis”, uma montagem de todos estes “Harry Potters” num único filme teria uma certa piada. A história está tão ou mais ligada no “Harry Potter” do que no “Senhor dos Anéis”. Aliás, ambas as histórias têm algo que as torna fantásticas, que é um mundo credível que as sustenta, e sem o qual não seriam metade do que são. O mundo de J.K. Rowling, apesar de não tão complexo como o de Tolkien, oferece pano para mangas. Este filme comprova-o.
Só com os vossos próprios olhos é que vão poder observar a mestria da realização deste filme, da fotografia, dos adereços, dos FX mais que bem conseguidos, do amadurecimento dos actores, da acção bem encadeada, dos cenários grandiosos (computorizados ou não)...Só com os vossos olhos vão poder observar e concluir que, definitivamente, este género de adaptações não se destina a um público exclusivamente juvenil, mas que está bem direccionado a todas as idades. Pelo menos estou convicto disso.

“Harry Potter e o Cálice de Fogo” merece destaque, aqui, no nosso “Cartaz”...

P.S.: O texto deve estar com alguns erros; confio na leitura atenta dos nossos clientes para o corrigirem...

sábado, novembro 26, 2005

Um pouco fora do tempo, mas...

Aqui há uns tempos, mais precisamente, dias depois de Cavaco Silva ser entrevistado por CCS na TVI, gerou-se uma onda de indignação em alguns blogues liberais e/ ou de direita. Apoiantes de Cavaco Silva apelidaram a entrevista de “interrogatório”; insinuaram que CCS estava bêbada (consultar o “Blasfémias”, em caso de dúvida); “como é possível um candidato ter de se prestar a isto, etc.”.
Tendo em conta que Cavaco foi entrevistado depois de Soares e Alegre, ou seja, teve tempo de sobra para meditar sobre o tom da entrevista e sobre o teor das respostas que daria (como se pôde observar facilmente, Cavaco ia bem treinado, respondendo a uma boa dose de perguntas com chavões retirados do seu manifesto eleitoral); tendo em conta o cargo a que Cavaco se candidata; tendo em conta que, hipoteticamente, em estado de catástrofe ou em negociações (que podem muito bem advir de dezenas de formas de terrorismo, assunto sobre o qual ninguém ouviu Cavaco falar) terá de responder e ter incisão suficiente, meus amigos, um conselho: se este não chega para uma simples entrevistadora, ou se esta é simplesmente dura de mais, tragam-no ao colo mais vezes, porque certamente irá precisar...

quinta-feira, novembro 24, 2005

Lack of information

No prédio de Carlos Silvino, no número 1, há quem tenha, no entanto, uma opinião muito radical. A família Garcias, cigana, não quer nem ver de novo Carlos Silvino.

"Por minha vontade não o queria aqui. É uma pessoa sem vergonha e se acontecer alguma coisa com o meu neto eu tiro-lhe a vida", diz Natália, a mulher, garantindo que se sente ameaçada já que os netos, pré-adolescentes, estão sozinhos muitas vezes.

O marido Garcias tem a mesma opinião. Vive no rés-do-chão e a casa de "Bibi" é no terceiro andar, mas mesmo assim defende que deviam levar o arguido para outro local, até porque ali ele não é "bem- vindo".

Os dois vão ainda mais longe. O crime de que Carlos Silvino é acusado é gravíssimo, dizem, concluindo: "valia mais ele ter matado alguém".


in Portugal Diário

quarta-feira, novembro 23, 2005

Stomp Out Loud - o DVD

Este texto será de uma pobreza extrema, pela simples razão que é a de ser impossível descrever em palavras o espectáculo que este grupo dá, seja ao vivo ou em DVD, mesmo que visto num miserável ecrã.
Imaginem uma plataforma em metal gigante, onde dezenas de latas, caixotes, tampas de lixo, banheiras e outros objectos estão pendurados de modo a formar a palavra “STOMP”. Depois, imaginem uns 8 indíviduos, suspensos por cabos, que se baloiçam de um lado para o outro e que vão batendo nos objectos com paus de madeira, eximiamente coordenados (este espectáculo vive muito da coreografia). Imaginem o efeito, o ritmo, a brutalidade, a dimensão da coisa. Tudo com lixo e coreografias treinadas provavelmente até à exaustão. Isto é “STOMP”.
Ou imaginem, então, um esgoto com uns cilindros de ferro presos por cordas a boiarem na água, esses mesmos 8 indívudos vestidos com fatos impermeáveis, e um ritmo composto inteiramente por paus de madeira e cilindros de ferro, com o som a propagar-se pela água.
Ou apenas um palco, com alguns boiões de plástico, em que se simula chuva e se compõe um ritmo alucinante com panos molhados. Ou até uma cozinha movimentada, uma mina de sons para este grupo, juntamente com uma filmagem doentia de pratos a baterem, panelas, facas e tábuas (tudo numa sequência de aproximadamente 10mn). Como já devem ter percebido, é difícil imaginar. Recomendo mesmo que quem tenha possibilidade, veja este DVD. Quem já os viu (se possivelmente ao vivo), que comente esta posta. Quem não faz ideia do que é que estou a falar, tente lembrar-se de um anúncio de um carro que não me recordo, cuja banda sonora era constituída unicamente por cintos a prender, vidros a abrir e a fechar, portas a bater… Se se conseguirem lembrar, parabéns: ficaram com uma ínfima ideia do que esta banda – se assim lhe pudermos chamar – é capaz...

Os "STOMP" já estiveram cá em Portugal, para não variar, em Lisboa. Perdi o concerto...Mas espero que voltem...

segunda-feira, novembro 21, 2005

One Laptop Per Child

OLPC



Há coisas que nos custam a acreditar até vermos. Uma delas foi esta iniciativa. Quando vi um artigo sobre o tema na “Única” de há umas semanas, pensei: “mais um projecto engraçado que desaparecerá do mapa em pouco tempo”. Mas, o que de facto aconteceu, não foi isso. Esta iniciativa irá para a frente. Graças à cooperação de vária empresas como a AMD ou o Google – que mostram que a iniciativa privada não se destina nem sempre a maximizar assimetrias ou a distribuir misérias.
Este computador existe graças a complexos estudos (de design, equipamento, mercado) que permitiram um produto final que cumpre com a meta definida: o preço não ultrapassar os $100. SO Linux (para poupar uns cómodos cobres à Microsoft, provavelmente), LCD de 1 MegaPixel, 500Mhz de processador e 1Gb de disco – segundo os criadores, o suficiente para servir de ferramenta de trabalho e de entretenimento. Nada foi deixado ao acaso – manivela para prevenir cortes de energia, material resistente (até um projecto de rede que possibilitará Internet em comunidades verdadeiramente terceiro-mundistas).
A questão mais evidente que se coloca é esta: Esses $100 não seriam muito mais úteis gastos em alimentação ou medicamentos? A resposta é mais complexa do que aparenta ser – talvez. Mas, se pensarmos bem, a educação não será a chave para o desenvolvimento de infra-estruturas? Não será ela que possibilita consciência e capacidade de iniciativa? Há que começar por algum lado, e não me choca que seja por este. “Há que ensinar as pessoas a pescar, não dar-lhes peixe”. Um computador pode ser um objecto de estimação (e de pouca cobiça, visto estar pensado para ser distribuído em larga escala – note-se que, por ex., cada país poderá importar um mínimo de 1000000 de unidades) que motive as crianças a procurar outra forma de conhecimento e que lhes desvie a atenção da miséria que as rodeia; e estou certo que os resultados serão espantosos – o mundo terá de ter cuidado com estes estudantes, que levam em vantagem o facto de encararem a educação como uma dádiva, coisa que não abunda no mundo ocidental.
No fundo, são iniciativas como estas que nos fazem acreditar na utopia do “make poverty history”, na Mariah Carrey e no Bonno. Ou mesmo que assim não seja, que nos iludem com o carácter de solução (por mais ínfima que seja) que aparentam ter.

E ainda bem que assim é.

P.S.: Desculpem a forma do texto, muito “ideias avulso”.
P.S.2: Mais informações no link que deixei em cima…

Soma e Segue

a mesa de cafe

Cavaco; sem ofensa para rigorosamente ninguém:

Na inauguração do seu “portal digital” (nome pomposo para um vulgar site da Internet), o Prof. Cavaco Silva apareceu no seu melhor: crispado, zangado com o mundo, com aquela falta de à-vontade que o caracteriza quando uma câmara lhe aparece pela frente.

Talvez tenha sido, aliás, a presença das câmaras que o levou a chamar autárquicas às próximas eleições. Curiosa gaffe que talvez Freud nos ajude a compreender…

De cada vez que Cavaco aparece arrisca-se seriamente a perder votos. Daí o cuidado da sua candidatura, que tenta expô-lo o menos possível, foge aos debates como o diabo da cruz e escolhe a dedo os locais a visitar, fingindo que o candidato anda no terreno em contacto com os seus eleitores.

É mesmo este o perfil que os Portugueses querem para o seu futuro Presidente?

Por razões morais, mas também por razões estéticas, Portugal merece muito melhor.


Manuel Alberto Valente, in "O Quadrado"

Momento de Inspiração

Porque no café também nos revoltamos. Não precisamos de um estado de espírito próprio para estar sentados. Fala-se de tudo e de nada. Não conseguia dormir, vim para a mesa fingir que era útil. Mesa é também o nome de um grupo muito giro de música portuguesa.
Pois, não tenho nada para dizer, mas como também não está ninguém para me ouvir, posso continuar à vontade. È como o bêbado que por vezes sou que não desfruta do privilégio da presença de alguém com a sensatez de lhe dizer coisas bonitas como: “Homem, você está mal. Vá para casa, vá curar-se! Arranje uma vida.”. Arranje uma escada, uma escada daquelas que se sobe com o passar dos anos para depois quando se chega ao último degrau, pé em falso e queda livre ninguém sabe para onde. Também se tropeça no caminho e se recuam degraus, mas a vida, meus amigos, é dura para quem é mole. São os tenrinhos que se aleijam mais. “Continue, homem, continue!”…não, a uma hora destas ninguém diz isto, nem o pobre “garçon”, que Marante, dos Diapasão canta num belíssimo tema ao qual se foi lembrar de dar o original nome de “Garçon”. Recomendo vivamente este tema.
Ai mais uma segunda de manhã, mais uma viagem matinal de autocarro na companhia do meu grande amigo leitor de mp3. Tão bonitas as caras das pessoas contentes para os trabalhos. Queixo-me que acordo às 7, mas olho para tanta gente que acorda uma hora (ou mais) antes e sinto-me o rei do mundo. Depois para completar os pensamentos optimistas, recorro às estatísticas optimistas do nosso lindo país e penso “ora bem, nestas 40 e tal pessoas, umas x têm problemas de violência familiar, outras y têm problemas de toxicodependência, outras já tiveram e outras têm na família, z recebem o rendimento mínimo, etc… Depois chego, ando uns metros e as variáveis (x, y, z), são maravilhosamente transformadas em vectores, matrizes, determinantes, mais tarde aparecem os IVAs dedutíveis e deduzidos e a classe 2 do POC, por vezes o social (ou o sociológico), as leis complexas do mercado ou a “vision” e os “cash flows”! Ao contrário das senhoras e senhores que encontro no autocarro, eu gosto muito das minhas aulas! O que aprendo (ou não) é o melhor do meu dia…
Vamos à vida, que a morte é certa!

Com muito sono e cansaço

domingo, novembro 20, 2005

Spot the difference

sexta-feira, novembro 18, 2005

Playlist, Novembro 2005

Deixo-vos umas musiquinhas para ouvirem neste começo de frio...Enjoy!

1- Tempos Adversos
Toranja
2- 40 Kinds of Sadness
Ryan Cabrera
3- The Love Song
K-os
4- A Song for You (Featuring Christina Aguilera)
Herbie Hancock
5- Stitched Up (Featuring John Mayer)
Herbie Hancock
6- Home
Michael Bublé
7- Sideways
Citizen Cope
8- I Don't Wanna Know
New Found Glory
9- I Get A Kick Out Of You
Jamie Cullum
10- All At Sea
Jamie Cullum
11- High
James Blunt
12- Diamonds from Sierra Leone (Remix) [Featuring Jay-Z]
Kanye West
13- Run Around
Blues Traveler
14- Heaven
Los Lonely Boys
15- New Slang
The Shins

Destaque para Jamie Cullum e Herbie Hancock, dois artistas que descobri recentemente (apesar do segundo já ter uns anitos de carreira...).

Um ano depois

a mesa de cafe

…dá-me uma grande vontade de rir ao olhar para aquilo em que estive metido; ver o mesmo tipo de reacções, os mesmos parabéns não sentidos, as mesmas lágrimas nos olhos dos perdedores, a mesma festa dos ganhadores, os da velha guarda (que por acaso agora somos nós) sem saber em que grupo hão-de estar (sem saber até se se devem manter à margem…), as contínuas a pensarem que vão perder o autocarro (e talvez no que vão ter de limpar), os professores felizes e contentes por verem alunos gritarem a plenos pulmões o nome da escola…

As listas têm um piadão. Vivem-se como se fosse a coisa mais grandiosa a que alguma vez estivemos ligados; desfazem-se amizades, ganham-se novas. Discute-se, acusa-se, ataca-se. Fica-se acordado até tarde, acreditando que é por um bom motivo; passam-se noites a pintar bandeiras e faixas, faz-se barulho. Gasta-se dinheiro, fuma-se mais do que é suposto, bebe-se café como de água se tratasse.
Eu, pessoalmente, não vejo coisa mais engraçada do que isto. É uma semana de que nos lembramos o resto do ano, são minutos de tensão enquanto se espera pelos resultados, é uma parte de nós que fica diluída na desilusão de perder.
Tudo isto para tentar definir uma campanha para uma Associação de Estudantes do secundário. Coisa que parece, agora que olhamos para a dimensão de uma Associação como a AAC, ridícula. Vemos o nosso projecto ingénuo e rimo-nos, porque há poucos meses dávamos a vida por ele.
É óbvio que isto parece exagerado, mas posso garantir a quem desconheça o fenómeno que não é. O JF, escola de que me orgulho imensamente de ter frequentado, vive a “campanha”, as “listas” e a “A.E.” de forma obsessiva. A escola inteira pára, os professores desistem de tentar sequer acabar com elas. É algo indescritível. É maturidade política precoce, talvez.

Quem me dera viver tudo outra vez…

quinta-feira, novembro 17, 2005

Vou explodir com a Apple Portugal

a mesa de cafe

Dia 1

15:30pm
- Apple Interlog Portugal, boa tarde?
-Estou sim? Boa tarde. Estou a ligar para saber informações acerca da aquisição de portáteis pelo programa e-U. Será possível?
-Sim sim, com certeza! Vou passar a chamada para MS, o responsável…
-Obrigado

(música - 5mn)

-Está? Olhe, o Sr. MS está no departamento de assistência técnica. Pode voltar a ligar mais tarde?
-Hum…Sim. Obrigado e boa tarde, com licença.
*clic*

17:45pm
-Estou sim? Boa tarde. Liguei há bocado para falar com o responsável pelo envio dos portáteis adquiridos pelo programa e-U; disseram-me que ele não estava disponível…Será possível falar com ele agora?
- Sim, é o sr. MS. Vou passar a chamada…Qual é o seu nome?
- AN

(música: 10mn)

- Estou sim, sr. AN?
- Sim, sim!
- Olhe, o sr. MS está em reunião…
- Hum…Está bem. Hoje vai ser difícil contactá-lo, certo?
- Sim. É melhor ligar amanhã.
- Com certeza. Boa tarde, com licença.
*clic*

Dia 2

16:00
- Interlog Mac Portugal, boa tarde?
- Boa tarde. Liguei ontem para falar com o responsável pelo envio dos portáteis adquiridos pelo programa e-U…penso que o seu nome é MS.
- Sim, sim. Eu vou passar a chamada. Qual é o seu nome?
- AN

(música: 8mn – pelo menos)

- Estou sim, sr. AN? O sr. MS está em reunião. Não pode voltar a ligar mais tarde?
- Posso sim. Obrigado, com licença.
*clic*

18.00
-Interlog Mac Portugal, boa tarde?
- Boa tarde…Liguei há pouco para falar com o sr. MS. Poderei falar com ele agora?
- Sim, sim! Vou passar a chamada…

(música: pelo menos 10mn)

- Sr. AN?
- Sim?
- O sr. MS ainda está em reunião…
(*António começa a bater repetidamente com a cabeça na parede*)
- Hum…Estou a ver…Mas é que…sabe…é no mínimo a 3ª vez que ligo para falar com ele. Queria saber uma informação importante. Posso deixar o meu contacto?
- Sim, é melhor; qual é, então?
- É o…(António diz calmamente o seu nome e número de contacto…)
- O.K. Obrigada pelo seu contacto, boa tarde.
*clic*

Dia 3

12.00
- Interlog Mac Portugal?
- Estou sim? Boa tarde! Estou a ligar porque tenho tentado falar com o sr. MS…cheguei mesmo a deixar o meu contacto…Seria possível falar com ele agora?
- Sim, é possível. Vou passar a chamada.

(música: uns violinos, para aí de Bach, a repetirem durante uns intermináveis 15 minutos)

- Estou, sr. AN?
- Sim?
- O sr. MS está em reunião…
- (*António risca furiosamente um post-it inocente que jazia sobre a mesa do telefone*)
- Tentarei mais tarde. Obrigado, com licença.

14.00
- Interlog Mac Portugal?
- Estou sim? Boa tarde. Estou a ligar pelo 3º dia consecutivo, para tentar falar com o sr. MS. Será possível? (*vontade de berrar no microfone: SERÁ POSSÍVEL, PORRA?*)
- Penso que sim. Vou passar a chamada…

(música: mais violinos…)
(repetem os violinos…)
(voltam a repetir os violinos…)

- Estou?

*clic*

Desliguei.

(não, não desliguei…o resto fica por conta da vossa imaginação…)

terça-feira, novembro 15, 2005

"The Simpsons"

Nada do que eu vos possa dizer sobre esta série vai ser novo para vocês. Apenas achei que devia deixar aqui uma posta sobre ela, visto ser das minhas séries favoritas. Portanto prepare-se, caro leitor, porque o que vai ler de seguida são apenas reflexões inconsequentes acerca de uma série inteligível por crianças de 6 anos.

Porquê? Porque são “Os Simpsons” tão adorados e conhecidos em todo o mundo? Porque é que ninguém consegue descolar os olhos de uma televisão que esteja a dar esta série? Como é que uns desenhos animados banais conseguem agradar a crianças e a adultos de todas as gerações? Há várias respostas possíveis:
“Os Simpsons” são uma happy family, mas não demasiado happy. Matt Groening guardou, aliás, essa condição, para a família de Ned Flanders, o “bom samaritano” vizinho de Homer, cuja família nos é hilariantemente mostrada no episódio “Lisa’s First Word”, um episódio que, como o próprio nome indica, conta em retrospectiva a primeira palavra de Lisa, e em que Bart é obrigado a passar uma noite na casa dos Flanders. Um verdadeiro pesadelo para o mais velho dos filhos Simpson, como se pode imaginar. De chorar a rir.
É fácil perceber, desde já, que o confronto entre Homer, obcecado por cerveja e televisão, pai autista (mas que faz tudo para triunfar neste campo) e Ned Flanders proporciona momentos de verdadeiro humor: Homer inveja e aproveita-se, simultaneamente, do temperamento calmo e razoável do vizinho, que faz tudo para manter uma relação de bons vizinhos, mas que vê os seus esforços irem por água abaixo, com as atitudes tempestivas do pai Simpson.
Em segundo lugar, o universo Simpson é rico em diversidade: encontramos uma caracterização exímia da vida numa cidade semi-rural americana (mesmo não vivendo lá, ficamos com a certeza de que é assim); as actividades comunitárias, as escolas cheias de cacifos, os autocarros amarelos, o fanatismo religioso e patriótico, os bares, a tv-cabo, os subúrbios, a empresa, o chefe capitalista tirano, os hamburguers, os grelhados no quintal….Todas as personagens que provavelmente existem numa cidade destas (ex.: Barney, o looser que bebe cerveja o dia todo, Otto Man, o condutor “marado” do autocarro da escola, Clancy Wiggum, o polícia ineficaz que troca os donuts pelo serviço,etc.) estão lá, em Springfield.
Depois, há sempre a inevitável identificação com as personagens: todos nós temos algo de Bart, todos até certo ponto gostámos de séries de T.V. particularmente estúpidas, tivemos más notas, gostámos de pastilhas ou de skate; sentimos medo dos mauzões mais velhos na escola e fizemos asneiras de que ainda hoje nos arrependemos, mas de que rimos ao mesmo tempo – tal como acontecerá com ele próprio. Ou no extremo oposto, todas as raparigas têm ou já tiveram o seu quê de Lisa, de maturidade precoce, de responsabilidade, de “best of the class”, etc. Penso que todos os pais têm desejos como os de Homer (que mantêm, no entanto, reprimidos), e que todas as mães gostavam de ter tempo e paciência para com os filhos como Marge.
No fundo, é na realidade Simpsoniana, que nos é servida em doses de verdadeiro humor (umas vezes mais inteligente que outras) que reside todo o seu valor. “Os Simpsons” são uma lição de vida para toda a gente: cada personagem (principal ou secundária) que intervém na série tem uma função, caracteriza algo. (O Stand de automóveis fabricados na ex-URSS é simplesmente de morrer a rir).
No entanto, nem toda a gente parece pensar assim: o “pai Bush” e a própria Bárbara Bush tentaram denegrir a imagem desta família: ela afirmou que “Os Simpsons” “eram a série mais estúpida que tinha visto até então”, o que mereceu um pedido de desculpas formal após a recepção de uma carta assinada por Marge Simpson, em que mostrava desagrado sobre as considerações da ex-first lady; ele afirmou, basicamente, que o modelo de família “Simpson” não era para seguir – o que não é de espantar – o casal Bush sénior deve ver nos Flanders um modelo muito melhor para adoptar…

Nota: esta posta limitou-se apenas a observar a ponta do iceberg Simpsoniano, que nunca mais acaba: o filme, a série de Halloween, as piadas políticas, as inúmeras personagens que ficaram por referir, e tudo o mais, ficará para uma próxima…!

segunda-feira, novembro 14, 2005


Ao ler a Única (para quem não sabe, uma revista que vem semanalmente com o Expresso) desta semana reparei num pormenor curioso: cerca de 50 das cerca de 150 páginas da revista estão preenchidas por anúncios.
Ora, para além deste ser um facto muito desagradável para o leitor, que tem que folhear 6 páginas para ler um artigo de 4, ele suscitou-me alguma indignação.
Supondo que esta revista custa 1€, estamos a pagar cerca de 35 cêntimos por anúncios (o que, sinceramente, eu penso que não interessa a ninguém). Mais, pensando nós que temos 150 páginas de informação, temos na realidade 1/3, ou seja 50.
Para além disto, lembrei-me do suposto motivo da demissão de José António Saraiva de Director deste jornal, que foi precisamente a discordância relativamente ao aumento do nº de páginas desta revista. Ora, é obvio que aqui me surge uma ideia: Será que este aumento não tem por trás o lucro com os anúncios publicados na revista (não digo que seja a única razão, mas pode ser uma de várias)? Se calhar é bem mais produtivo arranjar umas quantas notícias (provavelmente dando serviço a determinados repórteres ociosos ou comprando-as a revistas internacionais) e aproveitar para introduzir mais uns anúncios e amealhar o dinheiro consequente. Provavelmente isto é uma especulação, mas não deixa de me indignar que, numa revista informativa como a Única haja tantos anúncios (numa revista de moda, por exemplo, compreender-se-ia melhor).

domingo, novembro 13, 2005

Mário Soares e a Globalização

a mesa de cafe

Dizer abruptamente que Mário Soares é “contra a globalização” soa, a meu ver, ao mesmo que dizer que um comandante de um navio cheio de furos é contra o seu naufrágio. A globalização é um fenómeno que se reveste de inevitabilidade, e que, por isso mesmo, acarreta consequências positivas e negativas; aceitar a globalização de forma cega e dogmática, e nada fazer para minimizar as assimetrias que resultam deste fenómeno, é um comportamento que pode pôr em xeque as sociedades democráticas, que não conseguem responder aos desafios lançados por outros sistemas políticos e económicos (inundações de produtos produzidos em comunismo cerrado, políticas unilaterais e neo-liberais, etc.).
Mário Soares defende o seu ponto de vista em muitos textos que escreveu acerca do assunto; preferi partir da sua crítica a “Salto Global” (obra de que falarei mais à frente) para vos falar da sua opinião. Nela, Soares alerta para os perigos do modelo neo-liberal deste fenómeno (que é o que actualmente vigora) e para as “patologias [advindas] da globalização” (corrupção de políticos, proliferação de doenças, “migrações sem normas protectoras”, etc.).

Aquilo que o seu texto deixa transparecer era o que já se previa: Soares não questiona as teses de Ernesto Samper, ex-P.R. colombiano (tal como penso ser inquestionável), o “fenómeno inelutável da globalização do conhecimento e da informação, obra das revolução informática, científica e tecnológica”. O que os 2 ex-P.R. questionam duramente é, sim, o aproveitamento que países como os E.U.A. e o Japão tiveram do fenómeno globalização, bem como a pobreza que esse aproveitamento gerou nos países da América do Sul: ou seja, as assimetrias América do Norte/ América do Sul, que aumentaram com o “hegemonismo imperial americano” e com “o seu unilateralismo no plano mundial” “desde a guerra-fria”.
Soares conclui que é extremamente difícil conciliar “políticas de crescimento consistentes” com a coesão social que marca os princípios europeus (“uma das marcas principais da nossa identidade”).

Pelo exposto, concluímos que Soares não é contra a globalização, ou seja, contra aquilo que esta pode acarretar de bom para o estreitamento dos laços entre as nações, contra a facilitação da comunicação de hoje à escala global, contra os efeitos positivos que esta pode produzir em diversos campos; Mário Soares é, sim, contra o monstro incontrolável que provoca assimetrias, que distribui pobreza. Mário Soares é, sim, a favor do modelo social europeu, que não coaduna com países que agem “tendo em vista os seus resultados” e que conduzem “à divisão do mundo”. Mário Soares é, sim, pela salvaguarda do Estado Providência, que terá, certamente, de tomar medidas em relação a este fenómeno – se o quer continuar a ser!

Alegre...

a mesa de cafe

...Pediu um estudo sociológico da sua candidatura. Eu peço também um, mas que tenha por objecto "comentários anónimos na blogosfera". É que é uma coisa que está por toda a parte, sempre no mesmo tom: um misto de ódio com medo, revelador de um psiquismo preocupante, por parte de quem os escreve! Assusta-me que pessoas destas continuem escondidas no seu sofrimento! São as mesmas que depois tomam mais comprimidos que os necessários, olham para trás, quando vão a andar na rua (de 5 em 5mn), voltam 6 vezes atrás para conferir se fecharam as luzes, e não pisam nas falhas da tijoleira. Género "Melhor é Impossível", com Jack Nicholson. Assustador!

Violencia em França e no Mundo

Um grupo musical conhecido por Irmãos Catita tem um tema que apercio muito chamado "Putas em Portugal e no Mundo". Nesse tema, faz referência às senhoras do ramo da prostituição, fazendo rimar a sua localidade com a caracteristica principal e, numa segunda parte, rimando o país de origem da senhora com a respectiva característica. Assim, a do minho enche-se de vinho, a de Figueiró quer dinheiro para o pó, a da Patagónia faz cerimónia e a de Celorico troca um "xuto" por um b...bem, não foi do meu reportório musical que eu vim falar (escrever), mas sim da sensação, do choque da emoção "em série", não tanto da FOX, mais da TVI, SIC e RTP (a RTP que já teve o melhor serviço informativo não tarda está ao nível da TVI). É o terror, o drama, o temido e cativante das noites da moda, não as de Albufeira, 24 de Julho ou Matosinhos, mas sim dos suburbios de Paris, onde um dia destes começam a ser construidos estúdios para facilitar a posição "em cima do acontecimento". Claro que durariam apenas uma noite.
Pois é, ja se viu que as noites que estão na moda são nos arredores de Paris (e mais outras pelos vistos). Até aqui estaria tudo bem. No entanto, estão na moda não por causa de paisagens giríssimas, barbies e bares magnificos, mas sim por se tratar de zonas periféricas miseráveis sujeitas à administração de governos mais miseráveis ainda. Minto, nada disso se deve a esta tristeza toda, mas sim a uma pior: estão na moda por passar na televisão várias vezes ao dia e todos os anormais darem imensa atenção áquilo: por ser notícia que "vende". De manhã: no noticiário das 7, de seguida no METRO; em todos os noticiários e jornais desde cedinho até ao deitar. Vejo homens porcos, feios e maus a pegar fogo a "milhões de automóveis" (sim, a bela da RTP já se saiu com esta)! Vejo multidões irosas e maliciosas a agredir a autoridade que por todos zela (principalmente aqueles que se não correm ficam sem telemóvel, "trocos" e o resto...). Vejo aquilo que em pequenino me ensinavam ser o inferno (para onde iria/irei caso não cumpra com o meu dever de ser bom menino). O que é que eu não ouvi?! Digam me! O que é que eu só ouvi como notícia de pouco relevo a passar rapidamente num telejornal que nenhum relevo deu ao caso?!
Começando por responder à segunda, ouvi numa notícia de raspão da qual ninguém falou mais nem se lembra sequer um prédio de africanos que ardeu por completo em Paris numa zona pobre! Mais "alguns" (nada de especial aposto) arderam na mesma semana (com pessoas lá dentro). Uma sociedade DE MERDA como a francesa que se orgulha e apela ao multiculturalismo, quando tem um Ministro da Educação que proíbe o uso de elementos religiosos nos liceus públicos. Digam o que disserem, nos centros urbanos em França, encontramos indíviduos com imensa formação e enorme capacidade de abertura e tolerância; pena que não estejam representados no governo (pelo menos no francês). Vejam a reportagem do 60 minutos do liceu francês e percebam como a lei da vergonha tras marés de vantagens e de igualdade para toda uma imensidão de jovens. O povo francês (permitam me que generalize) não promove o multicultuarlismo...porque tem condições para implementar um sistema de grandiosos valores e uma cultura riquíssima, que o seu governo faz questão de assassinar a cada dia que passa com atitudes infelizes, afirmações infelizes, posições tristes que fazem passar uma imagem de uma França sem "liberté", "egalité", "fraternité", "fronts populaires" e todo o suporte das ideias que ao longo dos tempos libertaram a Europa, mas sim o país hostil que promove a superioridade dos "puros" e a hostilização dos "impuros" (onde é que eu já ouvi falar nisto?).
Continuando a resposta à segunda questão, avanço com o mais irritante da história (sim, ainda é possivel). Nunca na vida ouvi qualquer media (seja o Destak ou a TV5) tentar averiguar qualquer explicação (causa) para o que nos mostram (dão a comer...). Só vejo aquele caos todo (espero não ir lá parar quando morrer), fico a pensar que as pessoas, enfim, nasceram más. Sim, se eu sou bom e não faço aquilo, eles só podem ser ... maus. Provávelmente, qualquer taxista da capital atribuirá tudo isto, como o seu paizinho lhe ensinou e mais tarde aprendeu no ultramar, á "cor de pele", esquecendo se que isso não é uma característica propriamente homogénea em todos os manifestantes (mas como é para despejar toda a angústia e frustração de muitos como ele, deixa até de interessar e descarrega na mesma). Um mar de hipocrisia, um autêntico oceano de hipocrisia em mosttrar so a parte do choque e da sensação, sem ligar a qualquer eventual explicação para o descontentamento de tanta gente! Óbvio que se visse um, dois, três ou vinte vadios a incendiar tudo e a partir tudo e ainda ao mesmo tempo a conseguir bater em toda a gente, agradecia ao primeiro analfabeto que lá fosse buscá-los e os mandasse para a esquadra onde trabalhasse. Ao ver centenas (bem mais até), acho no mínimo de desconfiar, associo a causas bem mais profundas (não, não é a cor de pele nem a religiao...eu por mim tinha os fechado todos no martim moniz naquela tarde e nunca mais os deixava sair para aquilo não se alastrar...). Enfim, eu não sei se os senhores dos MEDIA também não achem estranho, talvez não.
Estas notícias promovem uma mentalidade que os governos franceses (que agora a alimentam) combateram durante anos sem fim. Para passarem a todo o dia e toda a hora desta forma, deve haver interesses bem sérios de que ela seja bem promovida e apreeendida pelas pessoas, que cada vez mais nos liceus, nas universidades, nos manicómios, nas esquadras da polícioa, nas juntas, câmaras e assembleias e até no café do rés do chão haja pessoas que sempre pensaram ou até começam a pensar como o taxista que referi lá em cima: porque até viram na televisão, leram no Correio da Manhã e pelo terrorismo e porque isto hoje em dia e porque já não se pode ir a nenhum lado, quando no fundo somos nós uma fracção de tudo o que até nos chega.


Há violência em França. Há violência em todo o mundo, como na música da prostituição que convido a todos a fazer o download (não que depois de um texto destes tenha qualquer vontade de incentivar ilegalidades). Não proucuro a violência, nem o "show off" dos bonitos noticiários, mas sim algo mais profundo: as causas para tudo isto e a queda dos corruptos pragmáticos que na assembleia usam fita cola para reparar um tecto que pode ruir.

La Marseillaise:
Contre nous de la tyrannie(...) Entendez-vous dans les campagnes(...) até aqui tudo bem...
Aux armes citoyens! Formez vos bataillons! (queriam o quê?)
Sim, porque doa a qem doer, este é o hino da praticamente totalidade dos envolvidos nos acontecimentos, bem como os que jogam e jogaram com a camisola azul com a risca ao peito. Embora muitos venham de longe, é como cidadãos franceses que devem ser acusados ou acolhidos...Infelizmente é mais fácil acusar e julgar do que acolher...


Avec Liberté, Egalité, Fraternité

sábado, novembro 12, 2005

Nota

Como já disse num comentário aqui no blog, todos os comentários anónimos cujo fim seja meramente insultar e provocar serão apagados.

As vezes que forem necessárias.

Quanto a si, meu caro "Rabejador": eu sei que gente cobarde não costuma dever muito à inteligência, mas, caso não tenha percebido, o "plágio" era uma piada. É natural que o senhor não entenda, nem faça um esforço para isso: deve preferir ficar escondidinho atrás do seu monitor a chatear a humanidade e a pensar numa forma de arranjar uma vida. Experimente fazer como o seu "nick" indica: enfrentar os touros (salvo seja...) de frente, e não escondido atrás de um monitor e de uma identidade que não é a sua. Ou é o seu Dantas que lhe proíbe?
Esta foi a última vez que perdi tempo a responder-lhe. Porque, como já deve ter reparado, o tratamento que lhe será aplicado será o que referi em cima. A não ser que mude (o que me parece pouco provável...)
Cumprimentos.

P.S.: O último post não era dirigido a mais ninguém a não ser a esta gente triste (que, felizmente, não abunda). Espero que todos os mal entendidos tenham ficado resolvidos ;)

A cada comentário anónimo...

...se comprova que, definitivamente, "nunca, mas nunca se deve subestimar a estupidez humana".

Há gente muito triste...

Por outro lado...

a mesa de cafe

A rubrica “Tendências” não se poupou a oferecer (ainda) mais mediatismo aos dois “papás para sempre” – só que, para não ser demasiado descarado, criticando-os; Cavaco, pela contradição evidente nas suas declarações – diz não ser adepto de um maior presidencialismo num dia e que o P.R. “não pode ser apenas um árbitro” noutro. Soares, porque se mostra “intelectualmente arrogante” por afirmar que o “D. Sebastião-que-vai-pôr-isto-tudo-a-funcionar-outra-vez-que-é-para-a-gente-poder-comprar-outra-vez-um-carro-e-umas-férias-de-dois-meses-no-Algarve” tem uma “bagagem cultural humanista” inferior à dele (atenção, vou ser novamente parcial: o que não deixa de ser verdade).
Já a D. José Policarpo, e plagiando-me descaradamente, elogiam as suas intervenções no programa “Prós e Contras”, sobre os recentes incidentes parisienses; apesar de não ter qualquer crença religiosa, é bem verdade que o cardeal está mesmo a dar “visibilidade à Igreja”.

É bem verdade...

a mesa de cafe

…Que Alegre está a ser discriminado pelos “media”. Ninguém me convence que não foi propositado terem-lhe cortado a cara ao meio na “Visão” desta semana.

sexta-feira, novembro 11, 2005

Não há nada como saber bem a a lição de casa. Por alguma razão, aliás, a professora mandava sempre ler o texto do livro em casa para não dar erros no ditado. E Sócrates, que é um aluno instável, daqueles vulgo "até é espertinho mas é um despassarado", sabia bem a lição. Desta vez. E fez mais, quase que anticipou qual a parte do texto que a professora escolheria para ditar, começando a escrever antes dela sequer começar a falar, baralhando-a. Que o diga Marques Mendes. Esse, por sua vez, que até nem costuma ser um mau estudante, muito pelo contrário, aliás, é mais daqueles "é esforçado, mas os colegas não gostam dele", baralhou-se todo no Parlamento. Bem sobraram aqueles que não se podem atrapalhar porque as orações são para saber todas até ao fim e sem enganos. E não mudam. Ao qual Sócrates respondeu, empolgado, já próximo da meta dos 0 erros: "Já não há pachorra para essa".

quinta-feira, novembro 10, 2005

"Diz-me quem te apoia..."

a mesa de cafe

Este estudo publicado na Visão desta semana comprova aquilo que já se adivinhava (ou sabia, para quem se deu ao trabalho de ler as comissões de honra dos candidatos). Todos os candidatos têm uma boa percentagem de professores (universitários ou não) a apoiá-los. De resto, Cavaco distingue-se de todos os outros por ter uma grande quantidade de gestores, banqueiros, empresários e economistas a apoiá-lo. Nos candidatos da esquerda os apoios surgem mais de músicos, escritores, actores, artistas plásticos, etc. O único sindicalista a apoiar Cavaco é João Dias da Silva, curiosamente, o presidente da UGT.
Claro que isto são apenas percentagens representativas, mas esta tende a ser a norma. O que mostra que, se as sondagens se cumprirem, e em última análise, teremos um presidente deslocado da cultura; então, terá ou não razão o convenientemente "gagá" (sobre isto farei uma nota noutro post), quando diz que Economia não é tudo? (Espero uma resposta que acabe com o post, género um só e determinado "não").

quarta-feira, novembro 09, 2005

O António...


a mesa de cafe

Sofre de um tipo raro de doença cuja única e exclusiva cura passa pela oferta urgente de uma guitarra eléctrica. "E um amplificador, se não for pedir muito" (palavras do próprio). O António acrescentou ainda, espontaneamente, "que gosta muito da Srª Manuela Moura Guedes e que os "Morangos com Açúcar" e o "Ab Sex...não interessa" são os seus programas favoritos".Seja generoso! Deposite hoje mesmo o seu donativo na conta nº 1364 58745 985478 (Montepio Geral). Vai ver que não custa nada. A TVI e a Cruz Vermelha Portuguesa (e já agora a Musicentro) agradecem-lhe.
Ajude-nos a ajudá-lo!

Porque...

a mesa de cafe

O meu café de sonho passa por ter um expositor de revistas e jornais (em cada mesa), deixo aqui os links para algumas importantes publicações nacionais e internacionais. Tive para pôr algumas televisões, mas envergonhava-me pôr portuguesas (talvez à excepção da RTP - a SIC Notícias não tem site com actualizações) e também me envergonhava não pôr. Assim, decidi não pôr nenhuma televisão, nacional ou estrangeira.
Claro que, se receber um comentário do género daqueles que tenho recebido...não porei na mesma. Mas, pelo menos, mostra que há interesse nisso, e após reunião com a administração tomaremos a decisão (sim, somos uma mesa democrática...) de pôr ou não.
Até punha aqui uma posta, mas não fiz rigorosamente nada o dia todo, e não é agora que tenciono fazer...

Nº de vezes que o verbo "pôr" foi utilizado nesta posta: 8 (ou 9, se quiserem)
Nº de horas que ando a dormir esta semana: 8
Nº de horas que parece ao meu cérebro ter dormido: 2
Nº de horas passadas em frente ao computador hoje: 6
Nº páginas lidas de "Lições de Introdução ao Direito", do Dr. F. J. Bronze: 0
Nº de minutos que passei em pé na aula prática de I. ao Direito de hoje: 50
Nº de cadeiras na sala 9 da FDUC: 50 (no máx).
Nº de alunos que assistiram a prática de I. ao Direito de hoje, na sala 9: (pelo menos) 70
Nº de pessoas que não vão perder tempo a ler este chorrilho de superficialidades: 6
Nº de pessoas que vão pôr comentários provocatórios e insultuosos neste post: 2
Nº de minutos que vou perder a responder: 0 (está prometido, meu caro Moldura e Mestre*)

*Válido somente para este post ;)




terça-feira, novembro 08, 2005

Ainda me hão de explicar porque lhe chamam "vitória"

Com o remorso de não poder estar presente no Estádio Cidade de Coimbra, mas sim no bairro de Alvalade, por ter estado a ajudar numas coisas na Igreja, parei com outros que tal naquela zona numa churrasqueira simpática para jantar qualquer coisa e ver o jogo que tinha estado a antever na mesma tarde.
Começo por salientar que o Marcel ganhou pontos de confiança perante os adeptos com a exibição de ontem (falo por mim). Activo e aproveitador, segundo A Bola, “não fez um jogo de encher o olho”, mas decidiu. Mostrou que tem capacidade de ser uma boa opção para o ataque da Briosa. Com isto não significa que não tenha desperdiçado algumas oportunidades (não tantas como de costume), mas penso que se tenha mostrado mais activo. Não me foi indiferente a comemoração do golo junto dos adeptos do seu clube.
Zé Castro comandou a defesa com Danilo e Lira a jogar na esquerda (Ezequias no banco?). Fernando também não jogou (o Prof. Nelo vingada estragou-me e bem as previsões). No final entrou Joeano, sofredor de uma falta que gerou uma grande penalidade limpa, convertida pelo, no meu entender, merecedor Nuno Luís, infeliz na conversão. Roberto Brum sempre em grande. Pedro Silva e Zada entraram nos instantes finais já sem chegar a tocar na bola.
Há muitas coisas que adoro no futebol, uma delas é o facto de que Coimbra tem sido o palco onde se tem posto em questão a continuidade de Jaime Pacheco nas suas funções das últimas duas vezes que tem sido posta em causa. Ontem seis jogadores da formação miserável vimaranense mostraram ser pupilos, ao receber 6 cartões amarelos (uma mão à bola desculpada por Paulo Costa; penalty eminente). A cereja no bolo foi o cortês Medeiros sem meias medidas demonstrando todo o seu potencial futebolístico a Paulo Adriano, a Paulo Costa (árbitro da partida) e a todos os que no campo, na bancada, ou em frente ao monitor assistiam ao desafio. Uma agressão que lhe deu direito a uma expulsão gratuita; não foi a sua primeira peripécia do género, duvido que seja a última. Jaime Pacheco de parabéns, a sua escola futebolística prevalece.
Uma boa exibição da Briosa, os pseudo-minhotos estiveram perto da baliza por vezes, chegando às barras da baliza da Académica que soube gerir a pressão. Nuno Piloto de parabéns pela conclusão da licenciatura em bioquímica, uma prova que para ser jogador não é requisitado o conhecimento apenas parcial do alfabeto e que há instituições (umas mais que outras) que promovem o prosseguimento dos estudos dos seus atletas (não, não me refiro ao Moreirense nem ao Paços de Ferreira). Quanto a Dário, que não se queixe de ter sido mal recebido em “casa”. Com isto, vemos a sétima derrota consecutiva dos espanhóis, mérito da equipa e do treinador que ensina a “distribuir milho” que até acabava com a fome em África (com tanta qualidade pode ser que saia do VSC e vá trabalhar para a AMI). Em suma: espanhóis em penúltimo e Estudantes em 12º com o mesmo número de pontos do 10º (Leiria”SAD”).

Para concluir, uma frase bonita a todos os que têm a infelicidade de pertencer à miserável cidade que se diz ser o “berço”: D. AFONSO HENRIQUES ESCOLHEU FICAR NA CIDADE ETERNA!, (Jaz em Sta. Cruz).




Briosa, Imparcialidade, Lealdade

Gostei muito de ouvir (II)...

a mesa de cafe

Uns minutos da entrevista feita por Ana Sousa Dias no "Por Outro Lado" de ontem a Marco Martins (realizador de "Alice") e Nuno Lopes. Deu para ouvir pontos de vista interessantes do actor e do realizador acerca do filme, do cinema em Portugal, e da própria carreira de actor. Ainda não tive oportunidade de ver o filme, mas a sensatez e consistência das respostas de ambos motivou-me. Talvez 6a, quem sabe...
Descobri também que a RTP2 tem um site com informação bastante detalhada sobre a programação, com um grafismo excelente (esta novo visual foi, aliás, uma boa decisão da RTP).

Gostei muito de ouvir...

a mesa de cafe

O cardeal Policarpo pronunciar-se sobre os recentes conflitos em Paris: aparentemente, sabe mais de sociologia que muitos daqueles que se pronunciaram com suposto conhecimento de causa. Deu um ponto de vista muito interessante sobre o assunto, que é este: a 2ª geração de imigrantes sente-se completamente desenraizada – do país de origem e do país onde vive. Do país de origem, porque já não lhe pertence. Do país onde vive, porque não está integrada. Isto pode muito bem estar na origem destes comportamentos. Admitamos: parece um pouco óbvia, a conclusão, mas alguém já tinha chegado a ela? Bem me parecia que não…

Alegre entrevistado...

Como está a chover torrencialmente e não posso sair de casa, decidi adiantar aquele que era o meu post para logo à noite, sobre a entrevista de Constança Cunha e Sá a Manuel Aelgre. Não que haja muito para dizer, mas penso que são forçados a admitir que Alegre esteve…péssimo. Por algumas razões: em primeiro, faltou-lhe a ginástica mental que podemos encontrar em 3 dos 5 candidatos “do grande público”. Estou convencido que quer Jerónimo, quer Louçã, quer Soares chegariam (Soares chegou mesmo) para Constança. Alegre não chegou. O seu silêncio face à técnica quase socrática de entrevista utilizada por CCS revelou pouca agilidade mental nas respostas que deu. CCS trocou-lhe as voltas, levou-o a contradizer-se. Fiquei desiludido. Nada de preocupante, acontecerá o mesmo a Cavaco Silva. Em segundo, Alegre esteve brutalmente mal por não responder pela própria porta-voz, Inês Pedrosa (na minha opinião, uma espécie de Margarida Rebelo Pinto com horizontes mais largos). Quando confrontado com recentes afirmações da escritora (que chegou a dizer que estava satisfeita por Cavaco poder ganhar à primeira volta e Alegre ficar à frente de Soares), Alegre respondeu que “por ele respondia ele” e que “não é um crime de lesa-majestade uma pessoa ousar candidatar-se e derrotar Mário Soares". Ora, que se saiba, é para isso que serve um (uma) porta-voz: para falar por nós; quanto à resposta que acrescentou a seguir, a meu ver, “pôs a pata na poça”: não foi isso que lhe foi perguntado. Alegre levou a conversa para um rumo que não queria – provando em cada afirmação que a sua candidatura era uma afronta a Mário Soares; de facto, não percebo muito bem qual o seu espanto com a candidatura deste – o que provavelmente aconteceu foi o PS ter sondado vários candidatos; mostrando-se Alegre reticente (“(…)não tinha esse problema resolvido dentro de mim, não tinha aquele impulso"), parece-me natural que outro candidato tenha sido escolhido. Azar de Alegre, se Soares decidiu primeiro – ademais, Alegre ligado ao PS não tinha condições para enfrentar Cavaco. Pena que não tenha digerido muito bem essa realidade, e é pena que a sua “candidatura de cidadania” seja um mero capricho que anseia ver realizado, não tendo tido o bom senso de avançar quando seria realmente necessário – provavelmente daqui a 4 anos. A “traição” que só por mera estratégia não admite não ter existido ("(…)Eu nunca disse essa palavra, é uma palavra muito carregada. Traição é uma coisa terrível…") pode muito bem explicar-se com a simples “escolha” que o PS provavelmente fez. Mas atenção: pode muito bem não ter sido assim que se passou. Apenas acho que é preciso juntar 2+2 para chegar a esta conclusão.
Concluindo, gostaria apenas de deixar claro que estas são as minhas opiniões, passíveis de serem refutadas, e que apoio a candidatura de Soares, por me rever numa candidatura de alguém com real conhecimento da causa a que se propõe, por ser um homem que ensinou muito a Portugal, por me rever em incontáveis ideias dele, e por ser para mim uma referência e linha orientadora. E por, aos 80 anos, ser um homem mundano, actualizado e imensamente culto. Se há parcialidade no meu discurso (legítima, a meu ver), é por achar que devo fazer campanha por Soares. E é o que farei – por mais azia que cause a muita gente…

P.S.: Parou de chover :D

segunda-feira, novembro 07, 2005

“O poeta apresenta-se.”

Antes de mais, seria indelicado começar sem agradecer o convite ao nosso António Pedro, bem como a vossa paciência para uma leitura, diagonal, para um texto em nada importante. Digo diagonal porque creio, caro leitor, que não deve perder muito tempo a ler blogues com energúmenos que se auto-intitulam de Mestre, ou mesmo “Passepartout”.
Na verdade, ando preocupado com a saúde mental do “Tony”, em 1º lugar porque me convidou para o blog, em 2º...bem...fica para outro post. Passando então a parte de engraçadinho, devo dizer que não aceitei de “ânimo leve” escrever para este blog, aliás para qualquer blog, por pura e dura preguiça – e a Vida é dura para quem é mole. Mas, de facto, é mesmo da Vida que se discorre nas mesas de café e, após uma proposta de ter refeições pagas na cozinha económica, por tempo indefinido, apercebi-me que não custa nada plagiar uns quantos parolos e isto, atenção, sem ter de sair do caixote. Gostaria de ter sido mais “vivo” com esta Introdução ao Poeta, tal como o nosso Zé Bandeirinha (“Para começar, estou me a CAGAR para o que vocês pensam do que eu escrevo”), mas não estou, caros leitores, em posição de menosprezar a vossa opinião que queiram deixar em futuros posts, pois não possuo verdades absolutas – apenas interpretações, como diria Nietzsche (e esta, hein?). Por fim, por que já sinto o ego a elevar-se por falar no Friedrich, finalizo o post primeiro, p’la mão do próprio, directo e conciso – como sempre (?).


NOTA: Por receio de que este texto fosse lido por gente séria e não na diagonal, como referi no inicio, fiz questão de escrever sobre rigorosamente NADA para vos facilitar a leitura. Continuam, pois, sem perceber quem sou e quais são as minhas metas/objectivos para este blog...quando o souber, postarei. :P

"Nunca, mas nunca se pode subestimar a estupidez humana.”

A minha opinião sobre o manifesto de Alegre...

a mesa de cafe

Manuel Alegre apresentou há dias o seu manifesto eleitoral. “Contrato presidencial”, como quis que se chamasse…Talvez estivesse a pensar num título para mais um poema ou, desta vez, para uma ode (resta saber se triunfal ou não).
Alegre é um homem de esquerda, cujo empenho e constante reminiscência aos valores de Abril merecem todo o respeito e apoio. É um candidato que dá especial ênfase aos direitos e liberdades dos cidadãos. Contudo, e como apoiante de Soares, noto na insistência da sua candidatura não um inocente exercício de direitos, mas sim um revanchismo perigoso para a credibilidade do lugar a que se candidatou (como a entrevista com Constança Cunha e Sá veio, a meu ver, a comprova). Como já disse anteriormente, penso que Alegre não fez bem em avançar. Alegre seria essencial daqui a 4 anos, não agora. Portugal precisa de um P.R. que não embarque em viagens sem regresso. E esse candidato não é, a meu ver Alegre.
Quanto ao seu discurso, gostaria de explicitar alguns pontos com que concordo, e outros que me pareceram nebulosos…inconsistentes até, de que discordo. São eles:

(…) Há uma crise do Estado, que por sua vez é fruto de uma crise da sociedade, da confusão e ausência de valores, do declínio do espírito de serviço público, do facilitismo, da negligência e do egoísmo. Há cada vez mais gente que já não acredita. Há um clima de suspeição, desconfiança e descrença que pode dar origem a graves tensões sociais e políticas. (…)”

Pareceu-me importante Alegre dar algum relevo a esta matéria, de extrema importância: de facto, a partir do momento em que a credibilidade política não é decisiva para eleger um governante (seja de que cargo político for), é porque conflitos profundos estão a ser gerados no seio da própria democracia, sistema que, para que perdure, precisa de correcções e medidas sérias. Espero que, se Alegre for eleito, se empenhe bastante nesta tarefa.

“ (…) Porque há duas maneiras de entender a identidade de um povo: a identidade-raízes e a identidade-projecto. Portugal tem uma fortíssima identidade histórico-cultural, mas está debilitado quanto à mobilização em torno de uma vontade colectiva. Temos que voltar a dizer com orgulho a palavra Pátria e dar-lhe um sentido de modernidade e de futuro (…)”

A nossa identidade histórico-cultural sofreu bastante com a forma obsessiva como foi impingida nas escolas durante o Estado Novo. A palavra “Pátria” sofreu danos irrecuperáveis com a sua constante utilização na retórica fascista. Por isso, penso que o processo de reflorescimento do orgulho português não deve passar por voltar a estes modelos “impingidores”, nem muito menos pela cópia do patriotismo cego americano. O patriotismo e o orgulho nacional criam-se, não é algo que possa ser concebido artificialmente, nem ressuscitado de um patriotismo cego que já não faz sentido. Fica esta pequena nota.

“(...)Defender a igualdade de homens e mulheres é para mim uma prioridade da organização social.(...)”

Escusado será dizer que esta deve ser a prioridade de qualquer governante. Penso que Alegre fez bem em ter focado este assunto, que é um problema bastante corrente. Até nos cargos políticos se pode observar essa enorme discrepância.

"(...)O Presidente tem de vigiar a ocorrência de conflitos de interesses entre o mundo político e o mundo económico, o poder mediático e de um modo geral todos os poderes fácticos que tendem a constituir-se como poderes paralelos, não sufragados nem legítimos.(...)"

Se Alegre diz com isto aquilo que penso que quer dizer, ou seja, que o P.R. se deve empenhar em combater o nojo de comunicação social que temos em Portugal, ou as clientelas instaladas que manipulam os dinheiros públicos, merece todo o meu (nosso apoio) se for eleito.

“(...)Será que a Constituição está a ser cumprida quando há dois milhões de portugueses em estado de pobreza, mais de meio milhão de desempregados, tantas famílias sem habitação condigna, tantos atentados ao meio ambiente, tanto insucesso e abandono escolar, tantas assimetrias regionais e desequilíbrios sociais?(...)"

Com esta frase parece-me que Alegre estudou a lição. Revela que está a par de uma série de direitos previstos em muitos artigos da C.R.P. E mostra que tem consciência do papel importante que um P.R. tem em fazer cumprir a Constituição, em todos os sectores que esta abarca.

“(...)Temos de tornar claro que não interpretamos o extremismo religioso como fazendo parte da cultura islâmica, com a qual temos laços de proximidade que devemos aprofundar.(...)”

Infelizmente, as comunidades muçulmanas (em França, por ex.) não têm muita vontade de inverter esta situação (os recentes conflitos em Paris comprovam-no, e movem massas de população muçulmana – ninguém me faz acreditar que estes conflitos não estão a ser alimentados em grande escala por fundamentalistas. Se o extremismo religioso não faz parte da cultura muçulmana, o que é certo, é que move massas). No entanto é imperativa uma solução para este cancro da U.E. Têm de ser feitas negociações. Quanto aos imigrantes residentes na U.E. (sejam de que país forem) não podem viver à margem. Precisam de ser integrados, e o mais rapidamente possível. Caso contrário, estes conflitos em Paris são uma pequena ponta do Iceberg de revoltas que tomará forma em muitas cidades europeias (e Lisboa poderá muito bem ser a próxima).

Quanto à entrevista que deu hoje à TVI, pronunciar-me-ei depois…A visão de Alegre em relação à U.E. e ao papel de Portugal na Europa e no mundo também merecerão um post….Até lá!

cá estou

Malta, cheguei!!
Bamo lá ber como é que corre!!
Por agora é tudo, a adaptação será progressiva!:)

target: "espanhóis de guimarães"

A Associação Académica de Coimbra defronta hoje a pouco simpática formação pseudo-minhota. Os estudantes, perderam a semana passada com o Penafiel (um dia destes explico aqui quem é António Oliveira". Desmoralizada da derrota em casa contra a formação leiriense que, segundo consta, se resume a 2000 adeptos miseráveis e sem orientação desportiva, a Briosa levou a pior. Uma instituição dessas como o Leiria só poderá servir para financiar bolsos de um grupo de investidores do distrito, no sector da construção civol. Não querendo eu estar a incriminar ninguém, não posso deixar de contar a situação curiosa que se passou comigo recentemente, quando folheava um jornal (que nem era desportivo) e leio o nome de João Bartolomeu associado a um escândalo futebol/construção civil. "João Bartolomeu?!" que estranho...nunca tinha ouvido tal nome. Quem estava comigo na altura deu duas gargalhadas e respondeu o seguinte: "Pois, se ai tivesse escrito João Ladrão, nem perguntavas!...". Sem estar a insinuar qualquer tipo de irregularidade nos conformes, tomo a ousadia de perguntar a mim mesmo ou a quem me souber responder, que outros finais poderá ter uma "SAD" destas que não lavar dinheiros "empreitados"...
Voltando ao assunto do texto e deixando "a cada qual o seu mal", retomo a obrigatoriedade de vencer a formação comandada por esse maestro da arte de bem distribuir "milho" por tudo e todos que é Jaime Pacheco: adivinha-se um jogo tenso e de bastante contacto com duas massas de adeptos aguerridas e hostis.
O Professor Nelo Vingada deixou clara a importância deste jogo em declarações ao site oficial da formação Conimbricense, moralizando: "Este jogo é o mais importante, por ser o próximo!".
Teremos boas oportunidades para Zé Castro mostrar o que vale. Ezequias, estou confiante que também venha a jogar e dar uns ares da sua "rebeldia" como fez contra os pupilos de Ronald Koeman no primeiro jogo da época. Dada a falta de Hugo Alcântara, infeliz em casa contra o Leiria SAD, mas decisivo e imponente na mesma semana contra os Gilistas para a taça não poderá alinhar. Representará uma falta significativa que Nelo Vingada já neste momento sabe por certo com qual das duas alternativas disponíveis irá cobrir. Fernando, ao lado ou na frente de Roberto Brum, penso também que não será má opção. Quanto ao ataque, crédito esgotado para o passivo Marcel, especialista em destruir jogadas de ataque, desistir de bolas e falhar isolado. Como se diz em linguagem de bancada, "Está na hora de dar lugar a outros!". Joeano, Gelson...a equipa não pode ficar presa a quem joga contrariado por que quer o Cruzeiro, o portagonismo ou simplesmente pensa que não ganha o que deve. Se quer privilégios é simples: que lute por eles!
Aperto no coração, terei quando vir Dário (no banco possivelmente), do lado dos maus. Agrada me mais conter a repugna que a decisão dele me dá e lembrar-me dos seus anos de ouro ao serviço do Meu Clube e do Clube dele: FORÇA ACADÉMICA!
Com o nível de lucidez e imparcialidade, espero que me de o mesmo gozo que me deu este texto passar o resumo do jogo que se realiza ás 20h30 no Cidade de Coimbra para o blogue, sem ter que engolir um monte de sapos e justificar a injustiça de uma improvável derrota com a mesma amargura com que me tive que conformar com a ideia que não ia poder estar hoje no Estádio por motivos de aulas, vendo assim o jogo em qualquer mesa de café, tasca ou restaurante aqui na capital.

Com muito critério e imparcialidade

é muito simples

Boa noite, meus amores…bom dia o ou que raio vocês quiserem. Sou o Zé Bandeirinha, estudo na Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica de Lisboa, moro em Coimbra (embora só tenha oportunidade de trocar esta selva tão engraçada e cheia de coisas giras pela minha cidade natal por 2/7 da semana, por vezes metade deste período em estado de embriaguez). Venho aqui escrever quer queiram, quer não. Há uma ponta de coisas que devem ficar a saber para se algum dia quiserem perder tempo a ler os meus textos.
Para começar, estou me a CAGAR para o que vocês pensam do que eu escrevo, para as barbaridades que dizem nos comments ou para os rumos errados que dão ao conteúdo daquilo que aparece escrito por mim. Estou habituado a dizer o que penso, a gostar de muita musica que ninguém gosta, livros que ninguém conhece, bem como a detestar muita música, muitos filmes e livros que põem tudo e todos a chorar como prostitutas grávidas e transmito-o a qualquer temperatura, sem qualquer piedade… e, como diz o Prof. César das Neves “nunca, mas nunca se pode subestimar a estupidez humana”.
Para mim, o futebol deve ser analisado de forma imparcial e rigorosa, como tal, o único clube em Portugal que conheço é a Académica (falam também de um Belenenses…), a Briosa pela qual não tolero qualquer falta de respeito, simpatia ou ausência do merecido afecto.
As únicas pessoas que conto respeitar nesta coisa, a bloguesfera ou lá o que á que lhe chamam são os membros deste blogue, agora que há condições para isso; o resto ate o Pacheco Pereira pode vir cá (…).
Política, sou do PDA, Partido Deixa Andar (que esta merda pior não pode ficar), lá dizia o meu velho mestre de estilo em matéria de Filosofia, o Sr. Fernando Rocha. Sou SÓ da Académica, não sou de mais nada (mentira, adoro o Barça), os políticos que se (…não consigo arranjar o termo exacto).

Por não ser mais nem menos que ninguém, ser como sou e ter muito orgulho nisso, é para mim um grande orgulho escrever para aqui com esta malta tão diferente mas toda com o mesmo elevado potencial (esperemos que não o desperdicem em politiquices quando forem crescidos), e será um prazer receber também quem puder “vir a vir”, com toda a certeza que terá o mesmo potencial de todos os meus amigos que fazem deste blogue a mesa “do” café, apressado, de manhã com pressa para a aula mais chata, ou da bebedeira interminável que se vai esticando pela madrugada fora (e por vezes obriga ao café apressado para aguentar o raio da aula), concluindo: não nos larga, como quer os meus queridos queiram, quer não eu irei fazer! Chega de vida pessoal, é uma moda que já foi…

Com muita (mas muita) Paz e Amor

domingo, novembro 06, 2005

JazzaoCentroClube

Queria so deixar um pequeno complemento ao texto do "Tony", do "JazzaoCentroClube". Para os mais curiosos deste tipo de música recomendo os sites www.allaboutjazz.com , www.jacc.pt e, especialmente, www.jazzportugal.net - no fundo, é uma questão de ir a um qualquer motor de busca...
Para os mais ansiosos com a minha futura prestação neste blog, como uma tal de Mariana Dias (penso que é esse o nome...) - um ou dois posts, ainda esta semana, para iniciar a temporada...
Até breve!

Cartaz Semanal

a mesa de cafe

Novo n' "A Mesa de Café". Muda aos domingos, ou quando algum dos senhores colegas bloguistas quiser. Destaque para estreias, eventos, concertos, etc.

JazzaoCentroClube

a mesa de cafe

Tive, pela primeira vez, a oportunidade de assistir a um dos concertos que se insere no programa “Jazz ao Centro Clube”, uma iniciativa que promove de uma forma espectacular o “Jazz” na região centro, e que conta com diversos apoios, entre eles, da Câmara municipal de Coimbra e da Fundação Calouste Gulbenkian, apoios esses que permitiram a sua realização em 2003, 2004 e agora em 2005, e a passagem de grandes nomes deste estilo pelos palcos do TAGV, pela Universidade e até pelas “Docas”. Desses nomes destacam-se, por exemplo, Dave Holland Big Band ou Bernardo Sassetti. Este ano dá-me ideia que Fredrik Nordstrom Quintet mereceu grande destaque. E não é para menos. O saxofonista deu um concerto único, apesar de ter explorado pouco aquilo que as pessoas gostariam de ouvir, que seriam grandes solos de saxofone. O que não quer dizer que tenham faltado grandes solos; ouviram-se dois de contra-baixo fenomenais e um de um trombone também muito bom. A banda estava fenomenalmente bem coordenada, e a sincronização permitiu grandes músicas muito ritmadas, muito ao estilo de “Modern Jazz Quartet”. Dedicaram a última música ao público e chamaram-lhe Coimbra: “why not?”, perguntou o saxofonista. Mereciam ter sido aplaudidos de pé e não foram. Público ingrato.
Concluindo, gostaria de dizer que, se para o ano que vem esta iniciativa se repetir, serei espectador assíduo. A lamentar há talvez (e só mesmo) o preço dos bilhetes. O que não significa que não tenha valido (e muito) a pena o preço pago. Consequências da vontade de se ouvir bom jazz ao vivo…

Amanhã

a mesa de cafe

Concluem-se as actualizações, fala-se sobre o "Jazz ao Centro" e, se tiver paciência, faz-se uma criticazinha ao discurso de Alegre. Até lá...

sexta-feira, novembro 04, 2005

“Let’s make a brand new start”

a mesa de cafe

A frase não é minha. Costuma estar no nick de um amigo meu, cujo blog está aqui ao lado. E traduz exactamente o que sinto neste momento. Uma enorme vontade de começar algo novo, ou de começar de novo.
É algo que os americanos, especialmente os puritanos, nos ensinaram de bom: o “fresh start”. Muda-se de casa, de vida, de amigos. E tudo é visto como uma bênção, sentido como um “acto de graça”. Muda-se, começa-se de novo, vira-se a página, esquece-se. Recorre-se à introspecção. Pensa-se. Reflecte-se. E tomam-se decisões.
Decidi que era altura de recomeçar. Recomeçámos pela mudança de imagem, pela nova descrição, pelos novos membros e, como já devem ter reparado, sem a Alice. Os novos membros têm muito para dar a este blog. Ademais, o processo de renovação ainda não está concluído…
Há muito para falar, muito para debater, muito para observar, muito para mostrar. Muita música para partilhar, muito cinema para comentar, muita política para discutir, muitos acontecimentos para criticar. Não podia deixar o barco a meio. Era injusto para o Zé, era injusto para a Marta (que prometeu voltar à actividade brevemente), era injusto para quem nos lê (até mesmo para a fiel clientela que vem aqui insultar-me, que não merece ser esquecida). Era injusto para comigo, que, e admito, talvez nem sempre da melhor forma, me dediquei bastante a este blog (não lhe chamo projecto, porque isto não foi planeado, foi espontâneo). Por isso desejo aqui e a todos o que contribuem para que esta iniciativa perdure um “fresh start”. Que mudem, comecem de novo, que virem a página, que esqueçam. Vamos fazer algo de que nos orgulhemos, algo para que nos dê gosto contribuir. Vamos fazer disto um hábito, uma rotina. Vamos fazer disto uma segunda casa.

Ou café.

Temos uma pequena história, que se conta rapidamente. Vamos fazer disto um livro de muitas páginas, um tema de conversa para horas, uma coisa que nos acompanhe por muitos e bons anos. Uma coisa grandiosa que sintamos verdadeiramente nossa, feita por nós, de todos e para todos. É para isso que conto convosco, é por isso que podem contar comigo. Com muita Paz e Amor, meu caro Zé Band, com desejo de um excelente “incoming”, meu caro Mend… Passepartout, me despeço. Saudações e até ao próximo post.

António Pedro P. N.

teste

new blogger incoming

Nota

a mesa de cafe

A imagem da barra lateral é provisória...Quando tiver uma melhor, será substituída. Tal como foi sugerido…

quinta-feira, novembro 03, 2005

O que o "Pacman" me disse...

a mesa de cafe

Aqui há uns tempos, numa das muitas noites passadas no “Pessidónio”, na Figueira da Foz, tive a honra de estar com o famoso (e pelos vistos cada vez mais…) vocalista dos Da Weasel. O “Pacman” estava repimpado numa cadeira de plástico com alguns amigos e outros elementos da banda.
Como apreciador do trabalho dos Da Weasel, e como outras pessoas o tinham interpelado, achei perfeitamente legítimo trocar umas palavras com o “famoso Pacman” (acrescentando o facto de acabar de ouvir pela enésima quinta vez o mega hit “re-tratamento”), e por isso cheguei ao pé dele e disse, no fim de pedir um autógrafo, com estas palavras que estão gravadas na minha mente: “Gosto bastante da vossa música, principalmente do primeiro CD. Só queria perguntar porque é que entraram numa onda mais comercial…”. A resposta do excelso Pacman, estrela provavelmente ofendida com a insolência do , foi esta: “É que se não, não temos dinheiro para droga.”. Estivesse simplesmente a gozar com a minha cara ou a falar a sério, fiquei sem resposta. Mas, sinceramente, achei que não devia dizer mais nada.
Para finalizar, gostaria só de acrescentar que se pensam que o meu desagrado em relação aos “Da Weasel” (especialmente em relação ao “Pacman”) advém da recente cegueira mário-soarense que me diagnosticaram (para os mais distraídos, “Pacman” é o mandatário da juventude de Manuel Alegre) peço-vos que consultem um texto meu chamado “Reflexão acerca do hip-hop”, de Janeiro de 2005…
Contudo, devo acrescentar também que as entrevistas que os mandatários da juventude deram ao “Expresso” me pareceram bastante boas, incluindo a do dito. Pode ser que entretanto tenha crescido. Ou então, que não estivesse coquinado quando a deu…

O que é certo...

a mesa de cafe

...é que Soares calou Constaça Cunha e Sá. O que, diga-se de passagem, é uma proeza...

quarta-feira, novembro 02, 2005

"Mean Girls"


Passados alguns dias de ver o filme, momento em que aquela sensação pós-filme já passou (ou seja, em que todas as sensações que advêm do constante tom de humor gritante já se dissiparam), pouco haverá a dizer acerca de “Mean Girls” (“Giras e Terríveis”, em Português) – embora haja mais para dizer do que aquilo que inicialmente se pensava.
Estava a precisar de algo que me pusesse 2h em frente à televisão sem pensar em rigorosamente nada. Uma daquelas tardes de Domingo, se bem me entendem. Olhei para a capa do DVD, com a Lindsay Lohan e com outras 3 raparigas de igual bom aspecto (que chamam à atenção, quer se queira, quer não…) e pensei: “na mouche”.
Preparei-me para assistir ao meu 104º “teen movie”, sem grandes expectativas. Uma historiazeca de uma rapariga que vem de África para uma “high school” americana, onde se confronta com uma realidade que, como ela própria descreve, se assemelha em muito ao comportamento da fauna que se acostumou a observar. Claro que Cady (Lindsay Lohan - a dita) não se limitará a permanecer à margem, e terá de nos ensinar uma grande lição de vida, que é basicamente passar-de-excluida-a-“plástica(nome dado ao grupinho de jovens fúteis da escola)”-ver-como-se-tornou-má-e-tornar-se-boazinha-outra-vez-enquanto-conquista-o-namorado-e-volta-a-ter-boas-notas (não sei porquê, mas acho que acabei de resumir o filme).
Se o filme fosse só isto, seria mais um “teen movie”, muito “American Pie” and so on. Mas há outro lado muito bem explorado no filme, que é o comportamento feminino, especialmente nas adolescentes. As intrigas (este aspecto abunda em todos os seres da espécie), a superficialidade, o crónico excesso de peso, a obsessão com o vestuário, a afirmação precoce…enfim…características que estão muito bem apanhadas e bem interpretadas por Rachel McAdams (Regina no filme), a rival mas simultaneamente amiga de Cady. Foi, aliás, um estudo de uma psicóloga norte-americana que motivou Tina Fey (a argumentista) a escrever e a realizar o filme. Não tenham a mínima dúvida que este está muito perto da realidade que é uma “high school” americana (quem as visitou assim o diz…) ou até mesmo de um liceu português (se bem que um pouco exagerado – apesar de tudo ainda somos portugueses…). “Mean Girls” (como o próprio nome indica, “raparigas más”) é um filme que escapa eximiamente ao cliché da comédia idiota de adolescentes, oferecendo-nos com boas doses de humor inteligente um cinema reflexivo. Não demasiado, claro.

terça-feira, novembro 01, 2005

Shh...


Something big is coming…


"(...)The original is in the lunette over the door that leads from the cloister into the sacristy and from there into the Church of San Marco. The Dominicans, who had taken over San Marco in 1436, rebuilt the deteriorating buildings around the church with the financial support of Cosimo de' Medici. Fra Angelico and his workshop decorated the cloister, monks' cells, and supporting buildings, and painted the altarpiece for the church. The knife in St. Peter Martyr's back and the bleeding wound on his head refer to his martyrdom, which occurred because of his harsh rule as Inquisitor-General. He was the second most important saint to the Dominicans, after Dominic. Here, he enjoins silence from the monks who are entering the church from the cloister..."

St. Peter Martyr Enjoining Silence, Fra Angelico, Convent of San Marco, Florence

Saiba que...

a mesa de cafe

Os transportes vão aumentar. Funcionários e técnicos do INEM recusam-se a assinar contratos e vão manifestar-se na rua. E veja a grande reportagem que mostra que a baixa de Lisboa não está preparada para um sismo. Tudo isto com um sorriso na boca.

Na TVI.

A Mesa de Café

Imprensa Desportiva

a mesa de café Blogger