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CRER É PODER?

Desta vez, o Homem Do Contra tenciona escrever um texto que espero mais vir a parecer um “transcrever de ideias dos seus colegas de blogue”.
Tive uma educação de bom menino cristão, que ia à missa com a Avó, que ao sábado ia à catequese andar à pancada com os outros meninos, riscar paredes e aprender uns palavrões, aprender também o valor de palavras bonitas como amizade, solidariedade, dedicação, mais tarde ler umas passagens da Bíblia em casa aprender umas coisas da vida, vida essa dotada (até agora) de longas e intermináveis conversas com familiares e não-familiares ligados à Igreja (quer por celibato, quer por organizações). Considero-me com sorte, mas não mais esperto, na não mais bonito nem mais eloquente que quem não recebeu esta formação. Quem não a recebeu não e azarado, não é burro, nem coitadinho a meu ver…são circunstâncias e escolhas que eu respeito, pois em todas as minhas envolventes quer sociais, familiares, etc…há pessoas que fazem escolhas diferentes e sinto-me maravilhosamente ao respeitá-las, também eu faço a minha escolha. Sou católico, tento encarar a vida e tomar as atitudes que, a meu ver, retiro das missas, do Novo Testamento e da minha própria vida. Sei que nem sempre o faço, mas nada muda a minha forma de pensar.
Terminada esta chata quase auto-biografia, devo ainda explicar que a religião é muito vista numa perspectiva única como “um conjunto de histórias impossíveis contraditas pela ciência”. Tenho pena de todos que pensam assim. Embora respeite, não deixo de poder salientar que todas essas “histórias” acima de tudo têm a função de fazer os homens tirar lições bem bonitas e sábias para aplicar nas suas vidas práticas, não verdades científicas necessáriamente comprováveis. Lições essas, que se eu e toda a gente aplicássemos todos os dias, não só quando saímos à rua, mas desde o momento em que acordamos (infelizmente há quem já acorde na rua), certamente ao ligar a televisão ou ao abrir o jornal não nos confrontaríamos com a podridão e o degredo com que confrontamos todos os dias.

Perguntam agora alguns “então com tantas e boas intenções, porque é que a Igreja cometeu no passado tantos crimes e atrocidades?”. Ao que eu tomo a liberdade de responder.
Para começar em outros tempos, não podemos sequer pensar que todos eram bonzinhos, sendo a Igreja a “reserva de maldade e fogueiras postas”. A própria mentalidade dos indivíduos era “dura”, as próprias estruturas sociais eram intolerantes, dentro e fora da religião. Por outro lado, houve (talvez hoje ainda haja), pessoas mal intencionadas por dentro da Igreja. Para isso, basta ver, a Igreja é constituída por seres humanos, ninguém erra mais que um ser humano! Sim, há casos de padres praticantes de pedofilia (há ainda mais que foram para a vida de padre contrariados), sim, há cerca de meio milénio o Vaticano tinham cortes plenas de devassidão! Não, casos como estes são resquícios infelizes de manchas negativas numa instituição que conta uma eternidade de anos, que foi violentamente perseguida e martirizada, que ensinou muitas crianças a ler, selou muitos casamentos, salvou muitas crianças, apagou muitos fogos e escreveu muitos livros. São as ordens religiosas que em tempos torturaram, são as ordens religiosas que ao longo dos anos e hoje ainda ensinam a ler, detêm grandes colégios a par com missões nos países mais carentes, que organizam a distribuição das sopas aos sem abrigo, que dão apoio a prostitutas grávidas e seropositivas, reclusos, crianças com problemas, casais frustrados ou doentes em estado terminal, que abdicam da riqueza, que adquirem uma vida a pensar não em si próprios, mas na colectividade, em servir o próximo. Merecem, por isso, todo o respeito da sociedade, quer se acredite ou não. É uma tremenda injustiça julgar negativamente gente com tão nobre formação porque há um padre fascista ou porque outro padre disse isto e a TVI mostrou...
Há, de facto hipocrisia nas atitudes de algumas pessoas, há também pessoas que ligam a religião a ideias retrógradas (ou não). Como já disse, portugueses, suecos, novos, velhos, ateus ou muçulmanos, ninguém erra mais que o ser humano.

Por vezes acreditar pode ser uma muleta, pode ser não mais que “disparar orações” quando estamos “presos pela guita”. Felizmente, esse é um dos aspectos que está ao nosso alcance mudar, através de orientações com pessoas mais velhas ou amigos ligados à Igreja, mas acima de tudo, com a nossa atitude. Não me venham dizer que toda a gente que acredita percisa de uma “muleta”, porque ao longo da história houve muitos mesmo a ser espancados, torturados e mandados aos leões por praticar o Catolicismo, nessa altura praticavam e não sei para que quereriam uma “muleta” numa masmorra ou num coliseu com milhares de pessoas e vê-los ser devorados…


A Mensagem é de tolerância, dedicação ao próximo, amizade e entreajuda. Encontros Ecuménicos, acção social, União de Crenças: Vários caminhos para chegar ao mesmo Deus são a reserva de cristandade que muitos jovens possuem dentro de si e não se cansam de praticar. A estes elementos é que nos devemos agarrar. Assim, mesmo não acreditando, todos estão a ser bons Católicos.

Muita gente não concordará com isto que aqui foi escrito, sinto imenso. Sei muito melhor que qualquer pessoa que possa discordar do que escrevo que não sou perfeito, nem estou perto de demonstrar sê-lo, mas esta é a minha forma de pensar, por muito que distorçam, nunca conseguirão distorcer o que penso.
Por fim, a propósito de uma relação entre Igreja (que vi há pouco num comentário a um bom texto aqui deste blogue). Uma das pessoas mais fascistas e direitistas que conheci, que era católico não praticante e tinha uns bons anos a mais que eu, dizia: “Jesus Cristo foi o primeiro comunista…”.

"Perguntam agora alguns “então com tantas e boas intenções, porque é que a Igreja cometeu no passado tantos crimes e atrocidades?”."

Isso explica-se da mesma maneira que quando se trata da política. Antigamente, a Igreja tinha um papel supra-nacional, muito maior que qualquer rei e consequentemente, muito, mesmo muito, poder. Ora, qualquer pessoa que saiba um pouco de História reconhecerá que as pessoas mal intencionadas estiveram sempre próximas do poder. Por uma simples razão, este atrai-as, pois dá-lhes o que querem! Com a Igreja aconteceu precisamente isto, e só assim se pode compreender as atrocidades cometidas por ela. No entanto, não podemos esquecer que eram outros tempos, tempos em que os criminosos eram queimados, amputados e torturados, sem que isso causasse o mínimo remorso a ninguém. Basicamente, o homem estava menos evoluido. Assim, é necessário compreender que a Igreja, sendo constituida por homens, praticava a "política da época". Embora a tenha levado ao extremo, isso não significava uma atrocidade, nem de perto nem de longe, tão grande como hoje tendemos a pensar.

Boas e sólidas ideias!
Claro que JC foi uma espécie de comunista. Nunca ninguém deve esquecer isso.
A Igreja assumiu-se como força de vanguarda.
E é aí que deve procurar afirmação.
Nunca atraiçoar os propósitos da sua fundação.
...
A Igreja na Idade Média e sécs segs....
Mas já pensarm que ainda hoje, numa Europa onde o voluntariado "cívil" é raro, é a Igreja que continua a ser a principal máquina da assitência aos que verdadeiramente precisam?
E funcionam.
É 1 facto: doa a quem doer!
...
Embora se lhes reserve algum desconto no mérito, habituados que estamos a ridicularizar a caridadezinha...

Madre Teresa de C. sei quem és, ainda bem que gostas de comentar os meus textos

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