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Maldizer para servir

No dia em que falta pouco menos de um mês para o seu aniversário, venho eu por este meio felicitar o nosso colaborador CDS, também conhecido como Avelãs Nunes Jr. com os meus parabéns. Felicito-o pelo facto de se inserir na moda: exigentes padrões actuais e rigorosos ditados pelos mais ilustres pensadores e colunistas da actualidade. António Pedro iniciou a sua actividade no movimento que, pelo menos até há coisa de um mês, se encontrava no Olimpo das preocupações dos maiores intelectos do mais alto nível da finesse da escrita ao nível nacional, quiçá lisboeta. Também ele se lançou na actividade produtiva do maldizer futebol.
Hoje em dia, esta actividade é um investimento seguríssimo, mas muito requisitado também. Junto com Pacheco Pereira, Vasco Pulido Valente, Francisco Louçã, entre outros, o nosso amigo critica esse divertimento reles que só serve para iludir a escumalha, na obra recentemente lançada, à qual deu o inspirado nome de Porra.

Felizmente este meu texto que ainda vai a meio sabe exagerar bem, até porque há milhões de irracionalidades em volta da selecção nacional, bem como toneladas de figurinhas tristes etc... Ninguém diz que não. Porém, não duvido que está na moda dizer mal do futebol (Scolaris à parte, dizer que tudo o que tenha bola no pé é mau). Em 2004 estava na moda qualquer um, fosse entendido ou não, mandar uns bitaites nas colunas que escrevia, ir aparecer no Olímpico de Roma e em Gelsenkirchen, filmado pela televisão a ver o seu querido Porto (ou o Sporting, nos dias em que ganhava o Campeão Nacional e durante a semana seguinte), que apoiava desde pequenino. De repente, sem saber porquê, calaram-se todos e muitos deles, aparecem agora a criticar e apontar o dedo a isto e àquilo, vincando a ideia bem clara que o nosso país sem a bola no pé seria um paraíso.

Tentando acabar com alguma coerência, relembro: eu não gosto de presidenciais (também elas revestidas por toneladas de figurinhas tristes), nem de AR’s, nem de nada disso. No entanto, quando é assunto, tenho que apanhar com o Cavaco, o Soares, Jerónimo, o Portas, o Louçã e a tropa toda... Por vezes durante períodos bem mais longos que um mês.Se só há um mundo para muitos gostos, penso que a tolerância passa por saber que há alturas para tudo. Felizes são os que gostam de tudo (e como eu gostava de ser assim), que conseguem desenvolver uma relação de interesse com todos os temas que chegam até eles. À falta de melhor, é comer ou ignorar, como eu faço com o que não interessa.

Quem quer que esse António Pedro seja, deve estar (certamente) muito feliz por merecer tamanha atenção. Estou aliás certo de que, tal como eu, deve achar a reacção exagerada, visto que com o seu post não pretendeu dizer mal do futebol, nem pretendeu rebaixar ou diminuir aqueles que perdem (ou ganham) o seu tempo a debater assunto de tão vasto interesse. No entanto, estou certo que permitirás que te diga que o António Pedro (conheço-o bem) sabe ver a diferença muito grande entre a atitude dele perante o futebol e a tua perante a política. O António Pedro não gosta de futebol e, como tal, reduz-se à sua condição de leigo e não interfere nos debates. O António Pedro já passou horas incontáveis a ouvir discussões de futebol nas quais não se meteu, e em que não ousou sequer pedir uma mudança de tema. O António Pedro (vê lá tu) até pediu que se escrevesse sobre futebol no blog a que pertence. Porque o António Pedro sabe conviver com as diferenças das pessoas e não as condena. Porque o António Pedro gosta da diferença e gosta da diversidade de opiniões, e não perde o seu tempo a colocá-las no saco do bem e do mal.
É por isso que o António Pedro ficou bastante surpreendido quando viu este texto. Porque não percebe a que se deve. Se o António Pedro realmente dissesse mal de futebol - se alguma vez tivesse demonstrado vontade de acabar com ele, como dizes - compreenderia. Mas não. O que o António Pedro fez não foi mais do que mostrar-se farto da vacuidade (agora agravada) a que é obrigado a assistir diariamente. Porque, para o bem e para o mal, quando o António Pedro liga às Presidenciais, está a exercer o seu direito/ dever cívico. O António Pedro vive num Estado de Direito Democrático, que muito presa, porque não conhece outra forma melhor de governo. Já tu Bandeirinha, na tua condição de anarco-católico fundamentalista, parece apenas que gostas de disparar em todas as direcções e de perderes o teu tempo em exercícios de condenação em tom semi-paternal (como este), esquecendo-te que nunca ninguém condenou a tua posição em relação a que porra fosse. É esta a diferença entre o António Pedro e tu, Bandeirinha: é que o António Pedro não condena, rebate. Nem ataca, defende. Como aquilo que ele vê neste texto (falei com ele nem há cerca de 5 minutos) não é mais do que isso mesmo: um ataque gratuito e inconsequente, nem se vai alongar mais. Lembra apenas ao Zé Bandeirinha das both sides of the gun...

Algo vai mal na novela da mesa de café...

snifff

Eu não aguento mais ver você sofrendo! Não fica triste comigo não! Ai demônio, que coisa fui eu fazer?!"

A concorrência ficará deliciada quando vir que profundos desentendimentos de fundo assolam e comprometem o futuro e continuidade desta instituição...


Concorrência?! será que ouvi bem? Ah, passem à próxima que nós aqui não temos disso!
(entra a música Junior Senior - Move Your Feet, em palco os actores da peça dançam fervorosamente à medida que as bailarinas de strip despem zé bandeirinha e lhe perguntam quais os seus desejos sexuais mais intimos)

LOL... Na mouche. I'm Sorry (não, I'm António...hum...ok) for the misunderstanding...

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